sábado, 25 de julho de 2015

TAMBÉM CANSAMOS DE MENTIRAS E SAFADEZAS, LULA.

O meme mais aguardado de BruzundangaAdicionar legenda

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Embora seja um mito em decadência, figura em franca queda de popularidade e prestes a ajustar contas com o judiciário, o ator (ou humorista de trago-tragi-comédias) Luiz Inácio Lula da Silva faz de tudo para manter a eterna pose de sindicalista de resultados. Na sexta (24), na posse da direção do Sindicato dos Bancários do ABC, Lula deixou baixar o caboclo $talinácio e comprovou que continua em excelente forma, no esporte de malhação da mídia, desta vez atirando de forma genérica, sem citar os veículos de comunicação inimigos. Lula agora posa de perseguido e sai em defesa da Dilma - cabra marcada para cair e derrubá-lo junto:
"Eu quero dizer para vocês que eu estou cansado de mentiras e safadezas. Eu estou cansado de agressões à primeira mulher que governa esse país. Eu estou cansado de ver o tipo de perseguição e o tipo de criminalização que tentam fazer às esquerdas nesse país. Eu tenho a impressão que muitas vezes a gente vê na televisão, parece os nazistas criminalizando os judeus, os romanos criminalizando os cristãos, os fascistas criminalizando o povo italiano. Parece tantas outras perseguições que a gente já viu".
Lula tentou fazer uma leitura do imaginário popular oposicionista - que tanto o incomoda: "Cada vez mais as coisas pioram para nós, jogamos a culpa no governo. É mais fácil. A gente tem que encontrar alguém para jogar a culpa. Eu quero dizer para todas as pessoas que estão descrentes, que acham que o mundo vai acabar, que está vivendo uma crise, que não há um momento na história desse país que não tivemos uma crise. Neste pais não há razão para ter medo do futuro porque tem uma mulher da maior dignidade governando esse país. Não tem pessoa com o caráter mais forte do que a Dilma. Ela está sendo vítima de uma conjuntura que está prejudicando chineses, alemães, americanos (...)".
$talinácio também deu uma de economista: "A inflação está alta agora, está assustando muita gente, mas está 9% e com perspectiva de cair porque a Dilma tem obsessão de não permitir que a inflação ultrapasse esse limite, que chegou a 9% ao ano e não a 80% ao mês. Lembrando que quando eu peguei esse pais, a inflação estava 12,5% ao ano e o desemprego estava 12%. Quem estiver apostando no fracasso do país, vai quebrar a cara porque esse país é muito grande e tem um grande poder de reação".
Lula acertou em pelo menos dois pontos de seus 20 minutos de discurso demagógico para sindicalistas e puxa-sacos. Primeiro, que não é só ele quem está cansado de tantas mentiras e safadezas. Segundo, que o Brasil tem um gigantesco poder de reação, embora nossa Elite Moral pareça viver deitada em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo. A maioria esclarecida do povo brasileiro rejeita as bobagens proclamadas pelo acuado $talinácio, cada vez mais próximo do juízo final político. As colaborações premiadas nos processos da Lava Jato - que revelam os subterrâneos onde Lula usava e abusava de sua influência para promover lucrativos negócios - se transformaram no "calcanhar de Lula". Aquiles acaba de ser deposto de sua fraqueza historicamente famosa. 

A vaca já tossiu e vai para o brejo com a crise política e econômica. O Boi (aquele sindicalista que dedurava inimigos para o delegado Romeu Tuma, nos tempos da dita-dura) está indo atrás. Por isso, o Presidentro nunca esteve tão furioso quanto àquela Lula gigante assassina que ficou famosa no Youtube, desde agosto de 2010, ao atacar um robô submarino da Petrobras. Nunca foi tão justa e perfeita uma metáfora da natureza (um bicho que se julga poderoso contra uma empresa). Ainda mais que agosto está chegando, para desgosto de muito político que deixa a nação brasileira pt da vida...

terça-feira, 14 de julho de 2015

GASTOS DO CARTÃO CORPORATIVO DE ROSE ENFIM SERÃO REVELADOS

Postado na Tribuna da Internet – em 14 de  julho de  2015        
Carlos Newton

Está chegando ao final um dos maiores mistérios da República. Os autos do Mandado de Segurança 20895, impetrado pelo repórter Thiago Herdy e por O Globo já estão conclusos desde 27 de março, na mesa do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça, para que mande cumprir o acórdão da 1ª Seção da corte, que autorizou o acesso aos dados do cartão corporativo do governo federal usado pela ex-chefe da representação da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha.
O tribunal acolheu pedido feito pela rede de jornais Infoglobo e pelo jornalista Thiago Herdy Lana para terem acesso aos gastos, com as discriminações de tipo, data, valor das transações e CNPJ/razão social.
TÓRRIDA PAIXÃO
Como se sabe, desde a década de 1990, quando se conheceram no Sindicato dos Bancários de São Paulo, numa reunião conduzida pelo dirigente sindical João Vaccari Neto, Rosemary era concubina do então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2003, ao assumir o poder, Lula trouxe a companheira para perto de si, nomeando-a para o importante cargo de chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo. E o romance prosseguiu, com o presidente usufruindo da companhia de Rose em 32 viagens internacionais que tiveram a ausência da primeira-dama.
Tudo continua bem, até que novembro de 2012, já no governo Dilma Rousseff, Rose acabou envolvida na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que investigou venda de pareceres técnicos para liberação de obras favorecendo empresas privadas, foi imediatamente demitida e está respondendo a processo.
DILMA USOU ROSE
Desde 2013, já rolava na Justiça o mandado de segurança apresentado pelo repórter Thiago Herdy e pelo O Globo para quebrar o sigilo dos gastos do cartão de Rose, sob argumento de que o acesso a documentos administrativos tem status de direito fundamental, consagrado na Constituição Federal e em legislação infraconstitucional.
Em 2014, quando cresceu no PT o movimento “Volta, Lula”, para que o ex-presidente Lula fosse candidato, Dilma Rousseff resistiu e não quis abrir mão da candidatura. Lula insistiu e ela então lançou sobre a mesa a cartada decisiva, ameaçando divulgar os absurdos gastos de Rose no cartão corporativo da Presidência, que se tornariam um escândalo capaz de destruir a campanha eleitoral do PT, Lula foi obrigado a recuar.
DIREITO LÍQUIDO E CERTO
Para o relator do caso no STJ, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, a recusa de fornecer os documentos e as informações a respeito dos gastos efetuados com o cartão corporativo, com o detalhamento solicitado, constitui violação ilegal do direito líquido e certo da empresa e do jornalista de terem acesso à informação de interesse coletivo, assegurado pela Constituição e regulamentado pela Lei 12.527/11 (Lei de Acesso à Informação).
“Inexiste justificativa para manter em sigilo as informações solicitadas, pois não se evidencia que a publicidade de tais questões atente contra a segurança do presidente e vice-presidente da República ou de suas famílias, e nem isso ficou evidenciado nas informações da Secretaria de Comunicação”, afirmou em seu parecer.
“A divulgação dessas informações seguramente contribui para evitar episódios lesivos e prejudicantes; também nessa matéria tem aplicação a parêmia consagrada pela secular sabedoria do povo, segundo a qual é melhor prevenir do que remediar”, concluiu o ministro, que vai mandar cumprir a sentença do STJ.
O PT VAI ÀS COMPRAS
Segundo o jornalista Cláudio Humberto, do site Diário do Poder, nos governos petistas de Lula e Dilma, de 2003 a 2015, os gastos com cartões corporativos já somaram R$ 615 milhões, o que significa mais de R$ 51 milhões por ano, enquanto em 2002, último ano do governo FHC, a conta dos cartões foi de R$ 3 milhões.
Cerca de 95% dessas despesas são “secretas”, por decisão do então presidente Lula, que alegou “segurança do Estado”, após o escândalo de ministros usando essa forma de pagamento em gastos extravagantes, como pagar tapiocas, resorts de luxo, jantares, cabelereira, aluguel de carro, etc.
Humberto diz que a anarquia chegou ao ponto de um alto funcionário do Ministério das Comunicações quitar duas mesas de sinuca usando o cartão, enquanto em São Bernardo, seguranças da família do então presidente Lula pagavam equipamentos de musculação com cartão corporativo e compraram R$ 55 mil em material de construção para a filha dele, Lurian.
Quando o sigilo for quebrado, esta nação vai estremecer. Será divertido, podem esperar.C. Newton

domingo, 5 de julho de 2015

A PRÓXIMA MANDIOCAGEM NA PETROBRAS?

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Investidores que processam a Petrobras na Corte de Nova York utilizam, como trunfo, duas simples folhinhas de papel, registradas no Cartório do 13o Ofício de Notas do Rio de Janeiro, às 13h e 46 min do dia 4 de julho de 2003, para que o nome de Dilma Vana Rousseff, Presidenta em desgraça do Brasil, faça parte do conjunto de réus nas ações que exigem ressarcimento de perdas e danos por prejuízos. O importante documento é o extrato de Ata 1232 da reunião do Conselho de Administração da Petrobras, de 2 de julho de 2003, que decidiu pelo fechamento de capital da BR Distribuidora.
Foi tomada, por unanimidade, a decisão que tratou da "Aquisição obrigatória das ações remanescentes da Petrobras Distribuidora SA (BR)". Por solicitação do então presidente e conselheiro da Petrobras, José Eduardo de Barros Dutra, o então diretor financeiro, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, relatou ao Conselho a matéria da referência, "formulando proposição a respeito". Quem presidia o Conselhão da Petrobras naquele começo de primeiro mandado do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva era ninguém menos que Dilma Rousseff.
A composição do Conselho de Administração da Petrobras, naquela época, indicava a importância política e estratégica que a gestão petista dava à empresa que, a partir dali, começaria a ser vítima de esquemas de corrupção que as "colaborações premiadas" nos processos judiciais da Lava Jato começam a revelar. Junto com Dilma, tinham responsabilidade pelas decisões: Antonio Palocci Filho, Claudio Luiz da Silva Haddad, Fábio Colleti Barbosa, Gerald Dinu Reiss, Gleuber Vieira, Jaques Wagner, Jorge Gerdau Johannpeter e José Eduardo Dutra.
Especialistas e investidores avaliam que, a partir do fechamento da BR Distribuidora, por decisão do Conselhão presidido por Dilma e nomeado no começo do primeiro governo Lula, a Petrobras foi usada da pior maneira possível. Primeiro como instrumento de política econômica para combater a inflação, ampliando a importação de gasolina e diesel sem equiparação de preços internos e externos, junto com a destruição do programa de etanol. Depois como instrumento de política industrial ao exigir um elevado e irreal conteúdo local, o que provocou atrasos na entrega de equipamentos, e estagnou o volume de produção nos últimos anos. Nem as metas mais conservadas foram atingidas pela empresa.
Agora, uma verdadeira mandiocagem começa a ser armada novamente na Petrobras. Se o fechamento da BR Distribuidora, naquela época, pode ter servido para tirar da fiscalização pública tudo de errado que os processos da Lava Jato agora relatam, agora, soa estranha a notícia de que a estatal de economia mista pretende abrir o capital de sua subsidiária. Não cola a desculpa de que a Petrobras está em uma fase de redução de investimentos, metas de produção mais realistas, revisão da relação com fornecedores e venda de ativos.
A BR Distribuidora é uma das jóias da coroa. Detém 37% do mercado brasileiro, com quase oito mil postos de combustíveis. O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, já anunciou, informalmente, em entrevistas aos aliados da imprensa, que a abertura de capital da empresa (que interessa às grandes transnacionais do setor, como a Shell) poderá ser feita buscando um sócio (nacional ou estrangeiro) e/ou pelo lançamento de um grande bloco de ações no mercado (IPO).
O mais grave é que Bendine repete uma daquelas promessas que nem crédula a Velhinha de Taubaté consegue engolir: a nova empresa será livre para definir os preços dos combustíveis e que mensalmente vai avaliar todas as variáveis que entram na composição do custo. Segundo Bendine, a operação de abertura de capital da BR Distribuidora, se acontecer, teria a intenção de capitalizar a companhia e ajudar a diminuir o endividamento.
O negócio, com jeito de mandiocagem entreguista, tende a ser mais um problema para a Mulher Sapiens. Até porque, Dilma Rousseff pode nem ter tempo de concretizá-lo. Ela tem tudo para ser saída da Presidência da República. Seja pela via de um impeachment (gerado pelo crime de responsabilidade por "pedaladas fiscais" fora da lei) ou pelo cancelamento de seu diploma eleitoral, na Ação de Investigação Judicial Eleitoral nº 1943-58.2014.6.00.0000-DF, que apura o suposto pagamento de propina desviada da Petrobras através de doações legais a políticos durante a eleição de 2014, conforme delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa.
O momento politicamente delicado não recomenda negócios ousados com a Petrobras. No entanto, quem sempre esteve de olho para abocanhar as fatias lucrativas da petrolífera fica sempre pronto para fazer qualquer negócio. As delações premiadas da Lava Jato começam a derrubar aquela tese esfarrapada de que a corrupção na Petrobras foi um fato isolado nas diretorias da Abastecimento e Serviços, sem qualquer relação com a diretoria financeira (que efetivamente pagava pelos "negócios") e totalmente sem o conhecimento da cúpula da empresa (que opera de maneira verticalizada) e do governo (acionista majoritário e que sempre interferiu nas decisões da Petrobras).
A hora do tal "juízo final" se aproxima. Seja na 13a Vara Federal de Curitiba ou na Corte de Nova York. Nos próximos dias ou semanas, novas prisões de tubarões da petelândia vão tornar a coisa mais preta que ouro negro a preço de banana. Como dirá o saudoso locutor ludopédico Waldir Amaral, narrando o jogo no gigantesco estádio do tribunal do além:

- "Tem peixe na rede do Sérgio Moro... Choveu na horta da Lava Jato"...