DEPUTADO FELICIANO DESMASCARA HIPOCRISIA E REVELA A VERDADE
SOBRE OS TERRORISTAS: MARIGHELLA E GUEVARA - TIRE SUAS CONCLUÕES
quarta-feira, 4 de maio de 2016
sábado, 23 de abril de 2016
JAIR BOLSONARO E A COMUNICAÇÃO SOCIAL
Escrito por Luiz Gustavo Fonseca| 19 abril 2016
ARTIGOS- CULTURA (*)
Jb Infelizmente
existem coisas que são permitidas à esquerda, mas não a nós.
O dia 17 de abril de 2016 ficará marcado em nossa história
como o primeiro passo objetivo dado pelo Brasil contra o comunismo do Foro de
São Paulo. No entanto, a belíssima e emocionante vitória da democracia deixou
um sabor residual amargo na boca de quem, como eu, apóia o deputado federal
Jair Bolsonaro em sua pré-candidatura à Presidência da República.
Em seu breve discurso preliminar à declaração de voto
favorável ao impeachment de Dilma Rousseff, não se pode dizer que Bolsonaro
tenha "mitado". A menos que consideremos mitológico condensar tantos
equívocos de retórica em meros 55 segundos.
Tenho certeza de que compartilhei com milhões de brasileiros
patriotas a empolgação quando um sorridente Bolsonaro se aproximou do
microfone, recebido sob vaias dos comunistas - o que, convenhamos, já é um
começo espetacular para qualquer pessoa decente. Até que ele abriu a boca.
E aqui, abro um pequeno parêntese.
Em que pese seu crescimento fenomenal nas pesquisas de
intenção de voto a presidente em 2018, Jair Bolsonaro ainda não é um quadro
conhecido por todos os brasileiros.
Geograficamente, seu capital político se concentra, não só
mas principalmente, no Rio de Janeiro, seu domicílio eleitoral, onde cumpre o
sexto mandato consecutivo com votações progressivamente mais expressivas, além
de contribuir com os triunfos de seus filhos Flávio (deputado estadual) e
Carlos (vereador); e em São Paulo, onde ajudou a eleger seu filho Eduardo
(deputado federal).
Porém, é nas redes sociais que a força da marca Bolsonaro
atinge níveis estratosféricos de popularidade e aceitação. Suas convicções
alinhadas com o perfil majoritariamente conservador do brasileiro se aliam a um
carisma sincero de "tiozão da zoeira" e o resultado são incontáveis
páginas de Facebook e Twitter em sua homenagem, além de vídeos no You Tube, em
que coletâneas de suas tiradas sem papas na língua são postadas diariamente,
dando origem até mesmo a um programa de humor no estilo "mil grau",
popular entre torcedores fanáticos de futebol. Em sua página oficial no
Facebook, Jair Bolsonaro já conta com mais de 2,8 milhões de seguidores, entre
homens, mulheres, brancos, negros, hetero e homossexuais. É muita opressão.
O poder da internet nos dias de hoje é tal que já arrasta
para o mundo real essa condição de popstar, como provam as recepções calorosas,
massivas e espontâneas com que o Bolsomito tem sido festejado em aeroportos de
todo o Brasil. Fenômeno raro e desprezado, de propósito, pelos meios de
comunicação que a esquerda tanto domina quanto acusa de golpismo.
Mas é fato: grande parte do público ainda ignora Jair, como
ignoraria qualquer político que nunca se candidatou a um cargo executivo e não
desfruta do poder de recall. Não há nada de anormal nem de desabonador nisso.
O problema é que existe uma parcela do público que, por meio
dos programas ensacionalistas mais
podres e rasteiros da podre e rasteira programação televisiva nacional, já foi
apresentada à faceta "polêmica" de Bolsonaro. E na novilíngua de um
país governado pelo politicamente correto e "alfabetizado" por Paulo
Freire, polêmico é eufemismo para ditador nazista, fascista, homofóbico,
autoritário, racista, machista e quantos mais "istas" o léxico da
Nova Ordem Mundial puder inventar.
Grande parte do eleitorado brasileiro não conhece a batalha do
deputado contra a ideologia de gênero, sua importância na aprovação da
"pílula do câncer" e do comprovante de voto impresso, sua luta
incansável pelo direito à legítima defesa e contra a criminalidade. O
brasileiro médio não sabe que Bolsonaro é um dos raros parlamentares que
denuncia em plenário, com coragem que resvala no heroísmo, o Foro de São Paulo
como a organização criminosa que é, atacando o PT pelo motivo certo: por ser um
partido revolucionário comunista.
Mas a história da Preta Gil e outras declarações desastradas
no calor do debate, quase sempre tiradas
de contexto, são de pleno conhecimento popular e, quando feita a ligação do
nome à pessoa, fazem de Bolsonaro o clássico caso do "não vi, mas não
gostei" para muita gente.
Fecho este - confesso - não tão pequeno parêntese com uma
pergunta meramente retórica: quem é o deputado federal mais famoso do Brasil
hoje?
Eduardo Cunha, ele mesmo. Um dos homens que a esquerda
brasileira mais odeia e vilaniza publicamente. O "malvado favorito"
para nós, direitistas. Sob qualquer lado por que se analise a questão, nosso
Frank Underwood não poderia estar mais longe de ser uma unanimidade na House of
Cards que, bem ou mal, todos sabem que ele protagoniza.
E eis como Bolsonaro escolheu abrir seu primeiro
pronunciamento ao vivo, em HD na telinha da Globo, para todo o Brasil.
"Nesse dia de glória para o povo brasileiro, tem um nome
que entrará para a história, nessa data, pela forma como conduziu os trabalhos
nessa casa. Parabéns, presidente Eduardo Cunha."
Bolsonaro elogiou a honestidade do Presidente da Câmara e o
convidou para formar sua chapa como candidato a vice em 2018? Claro que não,
elogiou apenas a condução do processo que foi, realmente, impecável.
Entretanto, resumindo grosseiramente um conceito básico de
semiótica, comunicação não é só o que você fala, é também o que o interlocutor
entende. Se já existe uma má vontade para com o mensageiro, a máxima prudência
deste não seria exagerada.
Por falta desse cuidado, aos olhos e ouvidos do brasileiro
médio com sua interpretação de texto abaixo da média, "o cara que odeia
gay" parabenizou "o corrupto que tem conta na Suíça". Esta foi a
primeira impressão. Aquela que fica, sabe?
O reconhecimento a Cunha é válido e justíssimo no que tange
ao impeachment. Devemos o andamento do processo quase exclusivamente à sua
pessoa. Independentemente da pureza de sua motivação, fosse outro a presidir a
Câmara, o assunto teria morrido no ninho. Há de se aplaudir também a frieza
demonstrada sob tantos xingamentos durante a votação, o que agilizou
consideravelmente o pleito, privando a TV Câmara de mais algumas horas de pico
inédito de audiência.
Porém, se havia um momento para que tal reconhecimento fosse
feito, certamente, não era aquele. Um post curto nas redes sociais bastaria.
Não leio pensamentos, mas peço licença a quem lê este texto
para supor que a intenção por trás da saudação de Bolsonaro fosse a de afrontar
a turminha histérica do "Fora, Cunha", formada pelo PT e suas linhas
auxiliares.
Objetivo que, se verdadeiro, foi alcançado com louvor. Mas
considerado o gigantismo do palanque, um objetivo pequeno, mesquinho. Que
caberia em 140 caracteres no Twitter.
"Perderam em 64. Perderam agora em 2016."
Aprendi com o professor Olavo de Carvalho que o conceito de
analogia baseia-se em uma síntese de semelhanças e diferenças.
Pode ser feita uma analogia entre o propalado
"golpe" militar e o processo do impeachment da quase-ex-presidente
egressa da POLOP e VAR-Palmares? Sim, com toda certeza.
Mas, em 55 segundos, só os esquerdistas podem fazer essa
analogia com sucesso de entendimento. Nós, não. Ainda não.
Esta é a realidade com a qual se tem de lidar tratando do
assunto em rede nacional. Especialmente quando a ambição de disputar a
Presidência da República, como única alternativa verdadeiramente de direita,
está em jogo.
Apesar de existirem inúmeras diferenças, há, ao menos, uma
grande e fundamental semelhança entre os movimentos de 64 e de 2016: ambos
visaram salvar o Brasil do comunismo.
No entanto, a narrativa dominante é a que foi imposta pela
esquerda desde os anos 60. A encarquilhada balela de golpe, ditadura, exílio,
censura. Por mais que nada disso tenha sido verdade, ou pelo menos, tão grave
quanto pintam, foi esta a versão vendida para o público. E não é possível
desconstruir tamanho trabalho de doutrinação ideológica em 55 segundos. Por
mais razão que tenhamos na matéria, o que, objetivamente, era o caso de
Bolsonaro. Por melhores oradores que sejamos, o que, comprovadamente, não é o
caso de Bolsonaro.
Se, em um discurso curto, um pré-candidato à Presidência fala
sobre 1964, não há como explicar que a ofensiva militar impediu que João
Goulart entregasse o Brasil à KGB; não há como explicar que o Congresso cassou
democraticamente o mandato desse presidente, sob clamor popular; não há como
explicar que o regime só endureceu quando os comunistas pegaram em armas, em
1968; não há como explicar que, treinados pelo serviço secreto cubano, os
guerrilheiros nunca lutaram por democracia e, sim, para substituir o governo
militar por uma ditadura do proletariado; não há como explicar que a dita
repressão foi apenas contra essas centenas de foras-da-lei, enquanto as
famílias brasileiras andavam tranqüilas pelas ruas, sem medo de ser assaltadas,
estupradas ou mortas na porta de suas casas.
Em 55 segundos, não dá para defender o regime militar. Não
por ser essencialmente errado, mas por ser humanamente inviável.
"Pela família e pela inocência das crianças em sala de
aula, que o PT nunca teve (sic). Contra o comunismo. Pela nossa liberdade.
Contra o Foro de São Paulo."
Tivesse Bolsonaro resumido sua fala às quatro frases acima,
seu discurso seria apoteótico. Pronto para figurar no primeiro programa de sua
campanha eleitoral. Sem edição, sem efeitos especiais, bastando apenas
acrescentar uma trilha instrumental épica.
Em quatro frases simples e ditas com o coração, Bolsonaro
provou novamente ser um dos poucos políticos a compreender que vivemos em uma
guerra. Uma guerra ideológica. O problema não é a crise econômica. O problema
não é a roubalheira. O problema é o esquerdismo, é o Foro de São Paulo, é a
corrupção como ferramenta de um projeto totalitário e assassino de perpetuação
do comunismo.
Mas aí...
"Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra,
o pavor de Dilma Rousseff. Pelo Exército de Caxias. Pelas nossas Forças
Armadas."
Bolsonaro proferiu esta parte do discurso olhando, figurativa
e literalmente, para trás.
Com raiva justificada, o deputado mirou seu fuzil .762 verbal
na direção de comunistas como Jandira Feghalli e Jean Wyllys, que o sucederiam
por ordem alfabética no púlpito. Mirou e acertou na alma, como provado
posteriormente pela nojenta cusparada do militante gayzista que idolatra Che
Guevara.
Acertou na alma dos comunistas presentes, se é que eles a
têm, mas errou.
Errou porque a votação do impeachment foi televisionada ao
vivo para todo o Brasil. Centenas de milhões de brasileiros. Esta era a
audiência de Bolsonaro. Mas ele preferiu voltar-lhe as costas momentaneamente,
infringindo uma regra de ouro do bem falar em público, para se dirigir àqueles poucos
infelizes que vivem como presos políticos mentais, acorrentados a uma década de
60 que só existiu em suas cabeças doentes.
Analfabetos políticos, como o ex-BBB, adoram encher a boca
para falar. Foi ao nível deles que Bolsonaro desceu para brigar por coisas que
aconteceram há quase 50 anos. Sou obrigado a me repetir: infelizmente, existem
coisas que são permitidas à esquerda, mas não a nós.
Se o coronel Ustra torturou ou não a "Wanda", não
se pode perder de vista que ela era uma terrorista, uma criminosa agindo contra
a soberania nacional, direta ou indiretamente, roubando, seqüestrando e
matando. Mas novamente, a comissão de votação do impeachment não era a hora ou
o lugar para bancar o advogado dos métodos do regime militar.
Funcionou? Bem, existe uma pequena possibilidade de cassação
de mandato, por quebra de decoro parlamentar, do pior e mais fascista deputado
da casa, Jean Wyllys.
Valeu a pena? Se for cassado o parlamentar que quer
proporcionar cirurgias de troca de sexo para crianças, ponto para nós. Mas
seria uma vitória de Pirro para Bolsonaro, que sai do ocorrido com a pecha de
"viúva da ditadura". Sem cassação, foi tudo por nada. Uma
oportunidade perdida de causar uma primeira impressão vencedora, voltada para o
futuro, mítica.
Bolsonaro poderia ter-se apresentado ontem como o
representante da verdadeira direita conservadora. Como tantos outros deputados,
poderia ter invocado Deus, sua família, seus valores. Poderia, como Marco
Feliciano, seu colega de partido, render homenagem a Olavo de Carvalho. Poderia
denunciar a farsa do estatuto do desarmamento, como fez seu filho Eduardo, ou
as urnas da Smartmatic, ou a mal-contada história da ameaça do ISIS ao Brasil,
como fizera um dia antes.
Mas não. Falando com o fígado, acabou mostrando-se como
aquela direita raivosa que só existe nos sonhos da esquerda: militarista,
saudosista, intolerante. Tudo que nós não somos. Tudo que, em entrevistas mais
substanciosas como à bílbia esquerdista New York Times e aos vloggers Nando Moura
e Karol Eller, ele já demonstrou que não é.
Mas pareceu ser.
Hoje de manhã, vi muita preocupação nas redes sociais (sempre
elas): um sentimento generalizado de "e agora, como vou defender meu
candidato perante minha família?". Muito pior, vi pessoas se questionando
e, até mesmo, declarando retirar seu apoio.
A resposta, para todos, é muito simples. Em política, não
existe candidato perfeito; existe candidato possível. E o nosso candidato
possível é Jair Bolsonaro.
"Por um Brasil acima de tudo, por Deus acima de todos, o meu voto é SIM!"
Luiz Gustavo Fonseca é publicitário.
(*) Transcrito do Blog Midia Sem Mascara - 19 de abril de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
LACERDA, ANTES, DURANTE E DEPOIS DE 31 DE MARÇO DE 1964
Artigo no Alerta Total –
www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
Dia 31, quinta-feira,
nós, brasileiros, estaremos comemorando a Revolução de 31 de Março de 1964.
Portanto, nada melhor do que recordarmos as palavras de um dos seus mais
destacados defensores: “O comunismo é um sistema de Poder totalitário no qual
uma casta burocrática e privilegiada, reunindo pela primeira vez no mundo
moderno todos os instrumentos do Poder nas mesmas mãos, possui, ao mesmo tempo,
os meios de produção e de troca e todos os meios de enquadramento político e
cultural, dos quais se serve ditatorialmente.”
Eis uma síntese para
recordar o que o maior brasileiro de seu tempo, Carlos Frederico Werneck de
Lacerda, escreveu no prefácio do livro "Em cima da Hora”, de Suzanne Labin,
editado no Brasil em 1964, traduzido por ele antes de março de 64.
Antes, durante e depois da crise, o Governador
Lacerda esteve no centro dos acontecimentos. E, como é de seu feitio,
pronunciou-se diversas vezes com a maior veemência. Na tarde do dia 1º de
abril, anunciando ao povo a vitória das forças comandadas pelo General Olímpio
Mourão Filho, o Governador da Guanabara fez declarações através do rádio,
declarações que constituem verdadeira súmula do que ele dissera até então.
Depois de se dirigir às
donas de casa, pedindo-lhes que se mantivessem calmas, o Governador passou a
analisar o Sr. João Goulart, seu Governo e as causas que determinaram a
necessidade do seu afastamento. “De herdeiro de alguns hectares de terra,
transformou-se, em poucos anos, em proprietário de mais de 550 mil hectares –
uma área igual a quatro vezes e meia o território da Guanabara.”
E prosseguiu:
“Associado do Sr. Wilson Fadul (que por isso foi ser Ministro da Saúde, e não porque
seja um cientista), em quatro anos, com dinheiro do Banco do Brasil, e com
dinheiro cuja origem não explica, o Sr. João Goulart transformou-se num dos
homens mais ricos deste País, com três bois por hectare em suas fazendas”.
“O Sr. João Goulart é um
leviano que nunca estudou – e não estudou porque não quis, não é porque não
pôde. E agora, no Governo do País, queria levar-nos ao comunismo.”
Explicando que
discordara da investidura do Sr. João Goulart na Presidência da República, mas
terminara aceitando-a, disse o Governador Lacerda: “Eu o conhecia bem. Mas,
como bom democrata, submeti-me à vontade da maioria, quando entrou em vigor a
fórmula do Parlamentarismo. Mas o Sr. João Goulart não queria governar.
Adulava, de dia, os trabalhadores que condenava ao desemprego, de noite. O Sr.
João Goulart jurou fidelidade ao Parlamentarismo, para logo em seguida impor o
plebiscito, e todo o povo votou. Eu não votei porque achava que o plebiscito
era uma palhaçada, e repito que era”.
“Quem quiser fazer
reformas deve ter a honestidade de dizer que as fará sem reformar a
Constituição. Há necessidades de se fazer reformas, e eu acho que se pode fazer
isso sem se mexer na Constituição. Mas o Sr. João Goulart não queria isso.
Montou um dispositivo sindical nos moldes fascistas, com dinheiro do Ministério
do Trabalho, dinheiro roubado do imposto sindical, roubado do salário dos
trabalhadores, para pagar as manifestações de bandeirinhas e as farras dos
homens do Ministério do Trabalho.”
“Ao mesmo tempo,
começou a criar dificuldades para a Imprensa, para os jornais, para o rádio e a
televisão, iniciando um processo de escravização dos homens livres que fazem a
imprensa do nosso País. Depois de criar as dificuldades, o Sr. João Goulart
oferecia-se para resolvê-las, enquanto dava curso ao processo de entreguismo do
Brasil à Rússia. O Sr. João Goulart foi o maior entreguista que já teve este
país.”
Continuando seu
discurso, acusou o ex-Presidente Goulart de iniciar o solapamento da autoridade
militar, entregando os comandos militares a gente sem prestígio nas Forças
Armadas. “O desprestígio” – disse Lacerda – “atingiu a todos os setores do
Governo, os Ministérios Civis e a própria Casa Civil da Presidência, onde
estava Darcy Ribeiro, um instrutor de tupi-guarani, que acabou reitor da
Universidade de Brasília sem jamais ter sido professor”.
Dizendo que os
brasileiros honrados que votaram em João Goulart não tinham dado seu voto ao
comunismo (“portanto Jango enganou o povo”), Lacerda fez referências elogiosas
aos Generais Castelo Branco e Mourão Filho, atacando em seguida o Almirante
Aragão (“sem condições para ser almirante”), e aludindo ao Cabo José Anselmo:
“A Marinha é tão ruim que um cabo pode ser estudante de Direito. Em nenhuma
Marinha do Mundo, nem nos Estados Unidos, nem na Rússia – um cabo tem tempo
para estudar Direito. E o sr. João Goulart acobertou, patrocinou, estimulou
toda essa gente, jogando marinheiro contra soldado, farda contra farda, classe
contra classe, brasileiro contra brasileiro”.
“Assim, não era
possível que Marinha, Aeronáutica e Exército suportassem mais tamanha impostura
e tamanha carga de traição.” E concluiu: “Deus é bom. Deus teve pena do povo”.
Publicado na revista “O
Cruzeiro” de 9 de abril de 1964
Carlos I. S. Azambuja é
Historiador.
Postado por Jorge
Serrão às 06:28:00
segunda-feira, 21 de março de 2016
TODO PODER AO JUIZ MORO (*) INTERVENÇÃO MILITAR JÀ!!!!
TODO PODER AO JUIZ MORO (*) INTERVENÇÃO MILITAR JÀ!!!!
DUPLA DE DETENTOS,PRESIDIARIOS
QUE ARROMBARAM O ERARIO PUBLICO DO BRASIL SEGUINDO AS REGRAS DOUTRINÁRIAS LENINISTAS
ESTALINISTAS E OUTRAS DOUTRINAS ANTIBRASILEIRAS! CHEGOU A HORA DE FAZER A
GRANDE LIMPEZA DA SOCIEDADE BRASILEIRA, PROFILAXIA DA CLASSE POLITICA DE A À Z!
PRESERVAR AS RIQUEZAS BRASILEIRAS QUE
ESTÃO SENDO SAQUEADAS PELOS INIM IGOS DA PÁTRIA.PARA ENFRENTÁ-LOS É HORA DE
MANTER E FORTALECER OS BRAÇOS SADIOS DO PODER JUDICIÁRIO CONCLAMANDO O POVO
PARA OUTORGAR MAIS PODERES AOS MINISTROS DO STF-BANDA BOA ( GILMAR MENDES,ETC.
E TAL. TODO PODER AO JUIZ MORO E INTERVENÇÃO MILITAR JÁ. ACABAR COM A FARSA
BUROCRATICA E INSTAURAR IPM PARA DISSOLVER OS QUISTOS DA CORRUPÇÃO EM TODAS AS
ESFERAS E INSTITUIÇÕES REPUBLICANAS!
COMPROMISSO COM A CORAGEM!!!
CENTRO DE
ESTUDOS GUSTAVO BARROSO
AÇÃO
NACIONALISTA!
*Reproduza, tipo
panfleto e distribua nos meios de transportes públicos: trens, metrôs, ônibus,
ruas e avenidas!
sexta-feira, 18 de março de 2016
SE LULA ACHA QUE A CASA CIVIL É UM MINISTÉRIO, ESTÁ ENGANADO.
Publicado na Tribuna
da Internet em 18 de 03 de 2016
Jorge Béja
Esse título de “ministro” que é
dado ao chefe da Casa Civil da Presidência da República é meramente honorífico.
Honraria que Lula mostrou que nem merece receber. Mesmo que fosse uma outra
pessoa, notável e respeitada e merecedora deste título meramente honorífico, o
cargo de chefe da Casa Civil da Presidência da República não confere a quem o
ocupa a prerrogativa de ser processado e julgado pelo Supremo Tribunal Federal.
De acordo com o artigo 102 da CF,
ao STF compete processar e julgar, dentre outros, os ministros de Estado. E
“ministro” chefe da Casa Civil da presidência da República não é ministro de
estado. Segundo a Constituição Federal, Ministros de Estado são os titulares de
ministérios e casa civil da presidência da República não é ministério (CF, artigos
87 e 88). E na eventualidade da existência de lei que outorgue a quem ocupe o
cargo de chefe da casa civil da presidência da República o status de ministro,
dentro do organograma da presidência, tal lei é inconstitucional e o título não
passa de honraria, uma distinção especial, mas sem efeito jurídico e legal.
O Supremo Tribunal Federal já
enfrentou essa questão e decidiu que até mesmo secretário de comunicação social
da presidência da República não goza da prerrogativa de foro no STF.
Confira-se:
“Para efeito de definição de
competência originária do STF, não se consideram ministros de Estado os
titulares de cargos de natureza especial da estrutura orgânica da Presidência
da República, malgrado lhes confira a lei prerrogativas, vantagens e direitos
equivalentes aos de titulares de ministérios: é o caso do secretário de
Comunicação Social da Presidência da República”.
Isso foi decidido pelo plenário
do STF ao julgar a Petição nº 1.199-AgR, relator ministro Sepúlveda Pertence, em sessão de 5.5.1999, e
publicado no Diário da Justiça de 25.6.1999.
Então, por que essa preocupação com o fato de Lula, agora
“ministro” chefe da casa civil, ser julgado pelo STF? A competência para
investigá-lo e julgá-lo continua com o juiz Sérgio Moro, titular da 13a. Vara
Federal de Curitiba.
quarta-feira, 16 de março de 2016
quinta-feira, 10 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
PELA APLICAÇÃO JÁ DO ART.142 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL!!!
AGRUPAMENTO
POPULAR PELA INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL
PELA
APLICAÇÃO JÁ DO ART.142 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL!!!
PATRIOTAS, NACIONALISTAS E DEMOCRATAS!!!
Homenagens póstumas
eternas aos heróis da Pátria: Mario Kozel Filho; Cap/PM.Alberto MendesJunior e
o depol-civil paulista dr.Octavio Gonçalves Moreira Jr.
Movimento Voluntários da Pátria!!!
!!!! DIA 13DE MARÇO, MEGA MANIFESTAÇÃO DE REPUDIO A CORRUPÇÃO E APOIO INTEGRAL
AO JUIZ MORO, AO MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL E ESTADUAL, À POLICIA FEDERAL E
TODAS AS AUTORIDADES QUE CUMPREM SEUS
DEVERES NO COMBATE DIUTURNO À CORRUPÇÃO E PELA APLICAÇÃO DA LEI,” DOA EM QUEM DOER” !!! COMPAREÇA E REVELE SUA INDIGNAÇÃO! FORA DILMA! FORA
PT! FORA LULA E TODA CAMARILHA QUE SURRUPIA O DINHEIRO DO
POVO BRASILEIRO.
sexta-feira, 4 de março de 2016
LULA SE DEFINE COMO "JARARACA QUE ESTÁ VIVA COMO SEMPRE ESTEVE", POSA DE VÍTIMA E CONCLAMA PT PARA GUERRA.
2a Edição do
Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge
Serrão - serrao@alertatotal.net

"Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça.
Bateram no rabo e a jararaca está viva como sempre esteve". Este foi o
principal recado dado pelo ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no
Diretório Nacional do PT, Ainda "indignado", "ofendido,
"ultrajado" e "magoado" com a condução coercitiva para
prestar depoimento à Força Tarefa da Lava Jato, Lula se fez de vítima: "Eu
me senti prisioneiro hoje de manhã". No final da tarde, Lula voltou para
casa, em São Bernardo do Campo, recebido como "herói" pelos
seguidores da seita petista.
A reação de rua da petelândia, que estava adormecida, pode
acender um radicalismo em um Brasil com economia destroçada pela incompetência
de gestão e pela roubalheira sistêmica promovida pela classe política. Lula é
uma jararaca que sabe muito bem tirar proveito de situações desfavoráveis. Sem
dúvida, o Dia 4 de março de 2016 vai ser histórico! Lula aposta que sua
condução coercitiva servirá de redenção e ampliará sua blindagem. A Força
Tarefa da Lava Jato e o juiz Sérgio Moro (focados na colheita de elementos
probatórios) acham o contrário. Os 10 containeres das mudanças de Lula,
bancados pela OAS, escondem importantes revelações.
Depois de três horas e meio de depoimento forçado na sala do
pavilhão de autoridades do Aeroporto de Congonhas, $talinácio ficou tão pt da
vida e extremamente nervoso que até soltou palavrão em seu pronunciamento à
Petelândia. Dirigindo-se a Rui Falcão, Lula deu o show demagógico de sempre:
"Se a Polícia Federal encontrar um real de desvio na minha conta, em não
mereço ser deste partido".
Contrários à visão de Lula, procuradores da Força Tarefa da
Lava Jato afirmam ter indícios de que o ex-presidente valeu-se do cargo para se
locupletar. Faltam apenas provas de que era comandada direta e objetivamente
por ele a organização criminosa montada para fazer dos cofres públicos fonte de
financiamento do PT. Tendo ou não o domínio dos fatos, na avaliação do MPF,
Lula foi o principal beneficiário do esquema de corrupção posto em prática ao
tempo em que ele era mandatário do País.
Lula não respondeu aos questionamentos de jornalistas. Ele
nem aliviou o fato de Sérgio Moro ter determinado que ele não fosse algemado
pela Polícia Federal. Debochou do juiz Sérgio Moro, da 13a Vara Federal em
Curitiba: "O juiz poderia ter me convidado a prestar depoimento e eu iria,
como já fui outras três vezes". Em seguida, no melhor estilo $talinácio,
Lula ordenou que a militância petista (chamada de "sua tropa de
choque") saia às ruas para defendê-lo. Lula avisou que partirá em caravana
pelo País, a partir da semana que vem, para "defender o partido".
A militância radicalóide entendeu o recado do chefão. Em
plenária com movimentos sociais, o presidente do diretório estadual do PT do
Rio, Washington Quaquá, ligadíssimo ao presidiário José Dirceu, vociferou:
"Nós tiramos muito o pé da luta, da ação direta, e colocamos os dois pés
na institucionalidade. Chegou a hora de uma luta de médio prazo, tirando nosso
pé da institucionalidade, colocando nosso pé na luta de massas, na luta de
rua". Outro ligado a José Dirceu, o deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ),
foi na mesma linha: " Em março de 1964 eles deram um golpe, em março de
2016 ensaiam outro golpe. Naquele golpe eu participei de dezenas de reuniões,
lamentações, avaliações. De todas elas, há uma frase que não podemos esquecer:
“Tínhamos que ter resistido e lutado". Hoje temos que nos preparar para o
enfrentamento, para a luta".
Tem manifestações mais graves: "A Lava Jato deu um passo
do qual vai se arrepender". Estas palavras de um deputado petista, logo
após ao "pronunciamento à imprensa" de Lula, é um um indicador de que
a Petelândia vai investir no estilo deboche e ameaça. No Diretório petista, um
outro militante gritou para todos ouvirem: "Se querem transformar o Brasil
na Venezuela, vão conseguir. Se preparem. Estamos com ódio, uma indignação
muito grande, faca nos dentes, sangue nos olhos. Não temos mais nada a perder,
agora mexeram com o Lula".
O presidente do PT, Rui Falcão, deu o tom de guerra: Trata-se de um
espetáculo político que deixa claro qual é o verdadeiro viés dessa operação. A
luta continua, companheiros. Pelo whatsapp, a petelândia solteu uma ordem geral
hoje cedo: “Atenção companheiros: 1.
Convocar reunião dos Diretórios Regionais de todos os Estados com parlamentares
e Prefeitos; 2. Convocar coletivas em todos os estados para as 15h, 3. É muito
importante as ações serem planejadas e que repercutam nacionalmente; 3. Pauta:
Denunciar o golpe; denunciar a articulação da mídia, MP e Oposição, tudo feito
para turbinar o dia 13; 4. Convocar mobilização permanente até o dia 31 de
março; 5. Chamar os partidos da FBP para reunião amanhã cedo!”.
Quem reagiu de forma patética na defesa de Lula foi a pessoa
mais desesperada que ele: Dilma Rousseff soltou uma nota pública digna de
piada: "Manifesto integral inconformismo com o fato de um ex-presidente da
República que, por várias vezes, compareceu voluntariamente para prestar
esclarecimentos perante às autoridades competentes, seja agora submetido a uma
desnecessária condução coercitiva para prestar um depoimento".
"O cumprimento da Constituição é a única via segura para
o bom exercício das funções públicas e o respeito aos direitos
individuais". "O respeito aos direitos individuais passa, nas
investigações, pela adoção de medidas proporcionais que jamais impliquem em
providências mais gravosas do que as necessárias para o esclarecimento de
fatos".
Por fim, Dilma repetiu a retórica contra o "estilo
gestapo" (que a petelândia sempre defendeu e praticou contra os
adversários e inimigos): "Vazamentos ilegais, prejulgamentos antes do
exercício do contraditório e da ampla defesa, não contribuem para a busca da
verdade, mas apenas servem para animar a intolerância e retóricas
antidemocráticas".
O Valor Econômico informou que Dilma e Lula se falaram no
começo da tarde. "No telefonema que trocaram no início da tarde, a
presidente Dilma Rousseff ouviu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que
ela precisa "ter autonomia para governar". Lula fez a cobrança a Dilma
por telefone, e logo depois, tornou pública essa recomendação na declaração que
fez à imprensa, na sede do diretório nacional do PT. Na mesma conversa, Dilma
pediu um encontro a Lula, que ficou de ser agendado pelo ministro-chefe da Casa
Civil, Jaques Wagner. "Eu combino com o Galego", disse Lula a Dilma,
chamando o apelido pelo qual se refere a Jaques Wagner".
Perguntas que ficam no ar têm respostas objetivas. Lula pode
acabar indiciado e preso? Pode, mas a reação forte dele e da petelândia podem
reduzir tal risco. O vazamento da delação premiada de Delcídio Amaral e da
Operação Aletheia tendem a ser fatais para a continuidade do projeto de poder
do PT. Dilma pode ser tirada da Presidência da República? Pode, mas isto tende
a demorar muito. Pedido de impeachment ou cassação da chapa presidencial no
Tribunal Superior Eleitoral não se resolvem antes de 2017.
O problema objetivo é: o Brasil não aguenta tanta demora. E a
organização criminosa, mais que nunca, continua gritando "vitória na
guerra"...
Ninguém aguenta mais Dilma - alvo de panelaço quando seu
pronunciamento em defesa de Lula e dela mesma foi transmitido em cadeia de
rádio e televisão.
A revolução
brasileira em andamento terá próximos capítulos muito tensos.
LADEIRA ABAIXO

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
O lobisomem tropeçou no próprio rabo e rola ladeira abaixo.
Vai faltar merda pra tanto ventilador.
Não ficará pedra sobre pedra. Por fas ou por nefas o país se regenerará.
Se dona Onça não der o ar da graça, aparecerá quem faça.
Só falta a bala de prata, o crucifixo e o mantra “Vade retro !”
Nunca antes na história deste país tantos odiaram tanto a tão poucos.
O judasciário de merda sempre fez ouvidos moucos.
Parece o versinho infantil:
“Joãozinho matou pai e mãe só pra mostrar saliência; depois pedia chorando prum pobre órfão, clemência.”
Se recriarem os Voluntários da Pátria pra fuzilar os judas, haverá filas enormes.
Chegou a hora fatal; caem todas as máscaras, acabou-se o carnaval.
Dizia o florentino que as pessoas atacam por medo ou por ódio:
Estão dadas ambas as premissas.
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
“NÓS, QUE LUTAMOS PELA DEMOCRACIA…!”
Por Percival Puggina
Nessa encrenca política, típica de republiqueta bananeira em
que o país está enfiado, volta e meia a frase que dá título a este artigo é
pronunciada, com poses de estadista, por membros do partido governante. Que é
isso, companheiro? Prá cima de mim? Desmentidos a respeito dessa alegada luta
pela democracia são abundantes, inclusive entre participantes da atividade
clandestina que, mais tarde, se tornaram honestos historiadores do período.
Exatamente por esse motivo nenhum está no governo. A balela da luta pela
democracia requer relação inescrupulosa com a verdade.
Aliás, os supostos “mártires da democracia e da liberdade”
comandam o Partido dos Trabalhadores em proporções decrescentes. Muitos
enriqueceram com indenizações. Ou por meios ainda piores. Outros já morreram ou
se aposentaram. Mas – curioso fenômeno – as fraudulentas credenciais da luta
pela democracia são transmitidas, oral e magicamente, entre sucessivas gerações
de comunistas brasileiros.
Sempre que penso sobre isso me vem à mente um episódio no
qual terroristas e guerrilheiros tiveram a oportunidade de proclamar ao Brasil
quem eram e o que pretendiam. E o fizeram, para a História, de viva voz e
próprio punho. Era o mês de setembro de 1969. Duas organizações guerrilheiras,
a ALN e o MR-8 haviam sequestrado o embaixador dos Estados Unidos, Charles
Burke Elbrick, e imposto condições para libertá-lo: soltura de 15 presos
políticos e leitura em cadeia nacional de rádio e TV de um manifesto que haviam
redigido.
Naqueles dias, estava em plena vigência o AI-5 e o Brasil era
governado por uma junta militar, em virtude do derrame cerebral que acometera o
presidente Costa e Silva. Embarcar os presos para o México e para Cuba era
fácil, mas autorizar a publicação nos principais jornais e a leitura em cadeia
nacional da catilinária dos sequestradores era constrangedora rendição.
Contudo, a execução do embaixador pelos sequestradores seria um mal maior. E a
junta militar se rendeu.
SEM DEMOCRACIA E LIBERDADE
O país parou para ouvir o texto redigido por Franklin
Martins, um dos sequestradores. Oportunidade preciosa, dourada, única para
guerrilheiros e terroristas dizerem por que lutavam, afirmarem seus mais
elevados compromissos e cobrá-los do governo, não é mesmo? Qual o quê! O
documento (leia a íntegra em “Charles Burke Elbrick” na Wikipedia) foi uma
xingação que falava do que os revoltosos entendiam: ideologia, violência,
“justiçamentos”, sequestros, assaltos. Não há menção à palavra democracia ou à
palavra liberdade.
A seca do Nordeste ajuda mais a venda de ingressos para o
desfile das Escolas de Samba no Rio de Janeiro do que a luta armada serviu à
redemocratização do país. Na prática, só atrapalharam o processo político. Se
tivessem vencido? Bem, teriam antecipado para pior, em meio século, o estrago
que estão fazendo agora.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
A IGNORÂNCIA DO CONSENTIMENTO
METAPOLÍTICA/ Psico politica Aplicada
22/01/2016
Por Alex Montenegro (*)
Um número pequeno de indivíduos utilizam o governo como
instrumento particular, tomando iniciativas que não seriam consentidas pelos
eleitores. Pouco ou nada podemos fazer como cidadãos. Os que nos governam estão
distantes em seus castelos rodeados de fossos onde pululam piranhas e jacarés
amestrados. Rodeados de câmeras e de exércitos. Blindados. Imunes.
Rodeando o fosso,
diversos currais ideológicos com seus líderes, que mobilizam seguidores, ora
para pegar tanajuras como galinhas enlouquecidas, ora para tapar buracos na
cerca que separa o próprio curral das crenças do vizinho, que podem ser mais
atraentes e contaminar pensamentos adestrados com mentiras desde a mais tenra
idade. Todos ávidos para ultrapassar o fosso e ascender aos postos do poder.
Para ilustrar a
metáfora, chega o Coronel Lawrence
Wilkerson, que foi chefe de gabinete de Colin Powell, (secretário de Estado
norte-americano, servindo a George Bush até 2005 e mais tarde entusiasta
apoiador de Obama), chega o Coronel Lawrence, criticando o stablishement,
afirmando que a linha política norte
americana é estabelecida por cerca de 0,001% da população:
–” São os oligarcas que chefiam todos os
processos nos bastidores…
Cerca de 400 pessoas trilionárias, cujas fortunas ultrapassam
a casa dos 15 zeros. Esta distribuição de riqueza no país é indecente,
ofensiva. A desigualdade é enorme.”
E por aqui é diferente? Ou o resultado do trabalho se
concentra cada vez mais nas mãos dos amigos do rei? O abismo que separa os
pobres e desempregados, dos políticos e seus sócios, é cada vez maior. O site
Political Blindspot 49.7 milhões de estadunidenses vivem abaixo da linha da
pobreza e 80% vivem próximos desta linha, acima ou abaixo, dependendo dos
programas assistenciais do governo. Temos algo parecido em menor escala?
No Brasil além dos
quase 10 milhões de desempregados temos a notícia oficial de que 3.7 milhões já
foram rebaixados da “classe B”, para a “C”. Diderot disse que “A natureza não
criou mestres nem escravos” e que não queria ditar leis nem viver sob o jugo
das leis, que hoje no nosso país impedem a gente de exercer direitos
fundamentais, liberdade para trabalhar e criar os filhos sem que o Estado nos
tire compulsoriamente o máximo, deixando-nos “na linha da pobreza” material e
mental.
De notícia em notícia, quem busca verdades sobre a condição
humana encontra governantes ladrões e outros multi milionários, mas quando o
Credit Suisse revela que 1% da população mundial concentra metade de toda a
riqueza do planeta, o queixo cai. Mais ainda quando a gente sabe que tais
fortunas são decorrentes de aplicações em bolsas de valores e lavagem de
dinheiro do comércio de drogas e armas.
Porque, quem trabalha e enfrenta as leis que depenam empresas
produtivas, agrárias ou industriais sediadas em países como o nosso, raramente
chega a tais níveis, exceto quando na condição de ditador como Castro. O fato é
que fica bem difícil justificar a concentração de poder econômico em que uns
poucos controlam a quase totalidade da economia global.
Os que suam para manter esta fábrica de badulaques inúteis,
modismos, comida enlatada e produzida com produtos químicos, os que atuam como
escravos nestes campos, – para alimentar o sistema totalitário desta ideologia mercantilista e seu sistema
financeiro, que subjugam todas as nações ditas “democráticas” ou “socialistas”
ou sei lá o quê – nada ficam sabendo dos acordos além do fosso dos jacarés e
piranhas.
Estamos submetidos a uma natureza demoníaca que parece
inalcançável para o entendimento humano. Um poder que despreza as normas
morais, que ignora a ética e o respeito devido a todas as formas de vida. As
estruturas que conduzem aos estágios superiores de civilização são
sistematicamente destruídas por este poder que massacra o homem de bem. Um
poder que perdura devido à inconsciência mantida pela propaganda e pela
ignorância do consentimento.
(*) Escritor e
Cientista Político, "Latu Sensu".
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
O ESTADO MENTECAPTO
"PENSE! MEDITE! E REFLITA !"
Por: ALEX MONTENEGRO
![]() |
| "Nem pôr isso!" |
Leio que sessenta e poucas famílias possuem a metade do planeta e a cada ano este número de proprietários se reduz. Será que a humanidade vai reconhecer um só dono do mundo e controlador das mentes? “Cientistas japoneses afirmaram que conseguiram filmar sonhos e pensamentos na tela de um computador. Os resultados serão publicados na revista científica Neuron.”
Rajesh Rao, um neurocientista da Universidade
de Washington, em Seattle anunciou que um novo programa de computador é capaz
de decodificar os pensamentos em tempo real. Ligando o cérebro a alguns
eletrodos aparecem na tela do computador as imagens que o cérebro está
processando no momento. As 60 famiglias vão beneficiar-se destas novas
tecnologias, quando aplicadas para obter informações de prisioneiros sob
custódia das agências de inteligência e corpos policiais. Vão vende-las para os
estados.
Os governantes, – a serviço das 60 famiglias
que integram os clubes de poder global – os governantes, com a assessoria das
mídias de cabresto, querem que a gente pense que é “terrorismo”, “golpe”,
“subversão” a simples mobilização oportuna de populações conscientes, contra as
máquinas gigantescas que sugam o resultado do trabalho e infernizam –
aterrorizam sistematicamente – a vida dos cidadãos: com novos impostos, juros
sobre juros, com leis mutantes e interpretadas, com a burocracia, com o campo
livre para as ações do crime organizado, com os tratados que parecem justos e
levam embutidas frases obscuras para os cidadãos, que na vida real
enfrentam o contrário.
Exemplifico com a interpretação,
que os governantes destes pobres países assaltados pelo socialismo do século
XXI, capitaneados pelo Foro de São Paulo do grande timoneiro truqueiro Luiz Inácio e
seus companheiros comunistas, dão aos tais “direitos humanos” que nada
têm a ver com o que está descrito na
Carta das Nações Unidas. Outro exemplo são os tratados de livre comércio que se
tornam letra morta, quando qualquer país decide por incentivos ou pela
proibição de importações.
Os estudos da moderna
neurociência são orientados para a dinâmica interativa entre a mente, a
fisiologia e o ambiente. O socialista fabiano George Orwell, um dos
colaboradores de John Reese nos estudos iniciais da inteligência britânica para
o controle mental, escreveu em seu “1984”: “Se você quiser ter uma noção do
futuro, então imagine uma bota militar desferindo repetidos chutes na sua
cara.” Esta é a prática dos poderosos dos governantes de estados modernos, que
geram medos e pressões artificiais para controlar as populações e alcançar o
domínio total de um mundo unificado pelo terror.
São medos diante da possibilidade dos erros ou
falhas que, circunstancialmente, venham a significar o imcumprimento de ações
no relacionamento do individuo com seu ambiente social. Tenho de pagar as
contas em dia para escapar às multas. Devo economizar para garantir o futuro…
Devo conquistar a confiança do meu grupo (expressando opiniões e preferências
homogênias)… Tudo isto e mais, leva uma juventude desinformada a envolver-se
com protestos, rebeldia, uso de drogas e outras atividades implantadas para
desenvolver comportamentos, repressão e medo num determinado entorno social.
Existe muita maldade e malefício
no controle mental e redução do espaço de liberdade individual. E isto propicia
a eternização da fome, da pobreza ignorante mantida por programas de ajuda como
o bolsa família. O estado controlador
inviabiliza a luta pela vida digna e honesta, a iniciativa e afirmação
das capacidades e competências individuais. Em síntese, os estados atuais são
castradores da liberdade.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
DECEPCIONADO, PADRE JULIO LANCELOTTI ROMPE COM HADDAD
Publicado em 11 de jan de 2016
PAPAI E MAMÃE HADDAD DEVEM ESTAR ORGULHOSOS
Matéria publicada no Blog do PPS – 10 de dezembro de 2015
O Caso do
filho de Haddad envolve ética na política
Papai Fernando Haddad e mamãe Ana Estela Haddad devem estar
orgulhosos do primogênito Frederico Haddad.
O filhão acaba de ser aprovado na 1ª fase do concurso público
da Prefeitura de São Paulo e tem tudo para fazer carreira na Secretaria
Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão.
O primeiro passo é o cargo de Analista de Políticas Públicas
e Gestão Governamental (APPGG), um dos vagões do trem da alegria criado pela
caneta do pai-prefeito.
Veja que coincidência: além de Frederico Haddad, foram
aprovados no mesmo concurso André Correia Tredezini e Alexandre Rebelo
Ferreira, que em janeiro deste ano também apareceram juntos em matérias da
Folha de S. Paulo e da Veja São Paulo. O motivo? A revelação de que os amigos
do filho de Haddad estavam nomeados no gabinete do prefeito. Fala sério: são ou
não são garotos de ouro, prendados, esforçados e brindados pela sorte?
A remuneração inicial será de R$ 9.619,14 para uma jornada de
trabalho de 40 horas semanais, além de outros benefícios (vale-refeição,
auxílio transporte e auxílio alimentação). Estes cargos fazem parte do pacotão
criado pelo prefeito Haddad sob o argumento de reforçar o combate à corrupção
na Prefeitura, pela Controladoria Geral do Município. Para o cargo de auditor
municipal, o salário inicial é de R$ 13.900, podendo chegar a R$ 21.405 ao
longo da carreira. Nada mal para esses jovens estudiosos que entram na
Prefeitura por concurso público.
um salto e tanto para Frederico, Alexandre e André, que há 11
meses viraram notícia por ocuparem cargos de assessores no gabinete do prefeito
Fernando Haddad, recebendo salário líquido de R$ 3.300 e atuando, segundo
explicaram, em "agendas ligadas à cultura, direitos humanos e igualdade
racial". A Prefeitura negou, à época, que os jovens tinham sido nomeados
por relações de amizade. Foi por mérito, é claro!
Formados em direito na USP, os amigos atuaram juntos também
em atos da Juventude do PT e das campanhas eleitorais de Dilma Roussef à
Presidência e de Alexandre Padilha ao Governo do Estado. Bem se vê que o
petismo compensa.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
O GOVERNO DO MUNDO
Por: Antonio Carlos De
Souza Meirelles (*)
Estamos presenciando hoje entre nós, brasileiros, um ardiloso
processo de condicionamento de massa, que é alimentado por um aparato de
engenharia social, engendrado por vertentes que não são de domínio público,
cuja escalada ganha dimensões geopolíticas preocupantes, comprometendo até
mesmo a soberania nacional. E o Brasil é o país do ocidente onde tais
investidas ganham dimensões continentais, por se tratar de uma nação que
comporta grandes riquezas naturais, com imensa costa oceânica, além de uma das
maiores reservas minerais do planeta, e a mais portentosa biodiversidade. Sem
contar a água doce, precioso líquido de importância estratégica. Tais riquezas
despertam a ganancia do Governo Mundial. Encantado pela ‘magia’ da psicologia
diversionista, o povo brasileiro nada faz em defesa de seu rico patrimônio,
hoje dilapidado pelos detentores das altas finanças globais, sem que não haja
uma mínima manifestação de repúdio ou de resistência. Porque, enquanto o povo
se distrai com o circo montado para desviar-lhe a atenção, por agentes
cooptados dentro da sociedade nacional, a soberania do país é aviltada,
agredida, naquilo que a sociedade tem de mais sagrado: a consciência nacional.
Temos hoje as fronteiras do país totalmente vulneráveis, principalmente ao tráfico
de drogas, uma doença social que ceifa vidas e destrói a família, além de
perturbar a ordem. Pior, com as forças armadas enfraquecidas, sem armas e
contingente para defender a nação. Porque o processo de defesa de nossas
riquezas começa no berço, pela educação de nossos filhos e filhas, com denodo e
amor à Pátria, tendo no exército o sustentáculo desses valores. Quantas nações
podem ser vistas no mundo, cujos povos zelam pela herança herdada de seus
antepassados?
Neurociência a serviço
do GM
Laboratórios de engenharia social estão a serviço dos
usurpadores de nossa soberania, territorial, cultural, política, moral e
psicológica, incluindo também as lides universitárias e a mídia
(principalmente). Como pode ser exemplificado na figura do maior centro mundial
de lavagem de cérebros em massa do planeta, de nome Instituto Tavistock de
Londres (entidade que teve em Freud, um dos mentores), com sede na Inglaterra.
Sua função é quebrar a força psicológica do indivíduo e torna-lo indefeso das
imposições do Governo Mundial. Técnicas para desarticular a unidade familiar,
minar a identidade nacional (o patriotismo) e o comportamento sexual, são
aplicadas pelos cientistas de Tavistock, como armas de controle mental da
população. O instituto tem sido globalmente ativo, tendo em suas mãos
exatamente os movimentos sociais, ideológicos
e político/governamentais de importância em grande parte do mundo, nos
últimos 50 anos. De uma simples clínica psiquiátrica, nos final do século 19, o
Instituto Tavistock de Relações Humanas de Londres passou a controlar as mentes
de milhões de pessoas a serviço do GM.
Neurociência a serviço do GM
Este modelo de
comandos comportamentais psicologicamente controlados, pode ser melhor
compreendido pelo trabalho de cientistas do laboratório de neurociência do
Instituto, com ‘cobaias’ humanas em tribos africanas, que resultou em
genocídios controlados pelos interesses dos governantes, com ampla participação
da França, inspirada no psiquiatra, escritor e intelectual Frantz Fanon (1925 –
1961).Teórico da ‘violência purgante’ para despertar a autoestima dos
selvagens, Fanon em suas teses dizia que a violência é uma “força limpa que
libera o nativo do seu complexo de inferioridade, retira-lhe o medo e lhe
devolve a autoestima”. Fanon se graduou em Medicina na Universidade de Lyon, na
França, onde estudou filosofia existencialista, em particular de Martin
Heidegger, Fiedrich Nietzsche e Jean-Paul Sartre. Sartre escreveu a introdução
da obra mais famosa de Fanon: ‘Os condenados da Terra’. Por intermédio dos
círculos acadêmicos franceses, Fanon foi atraído para o projeto de etnologia da
inteligência britânica, do qual Sartre foi o maior expoente. Fanon foi
recrutado como membro da divisão de guerra psicológica do Instituto Tavistok.
Ele foi encarregado de sintetizar os novos “paradigmas culturais” da chamada
“Nova Era”, que se iniciaram com a contracultura dos anos 60. Dentre tantos
outros programas, destacam-se o movimento hyppie, a ecologia, o feminismo, o
aborto, o movimento gay,a liberação da droga, o ambientalismo e o indigenismo.
Neste caso, vemos sua presença nos movimentos indígenas no Brasil, com amplom
aparato de apoio de entidades não-governamentais. As famigeradas Ongs, um dos
principais subprodutos dos laboratórios do Instituto Tavistock. Foram estas
redes anglo-francesas que transformaram Fanon em celebridade mundial. O
‘modelo’ tribal africano foi importado para o Brasil pelo pedagogo Paulo
Freire, que viveu exilado na França e que viria a ser nomeado assessor especial
do Departamento de Educação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pelo qual
trabalhou até os seus últimos anos. O CIMI enviou Freire à África, para
trabalhar com vários movimentos insurgentes, nos anos 1970, lembrando que
justamente nessa década recrudesceu ainda mais os conflitos genocidas naquele
continente. Na época, ele esteve na Universidade Dar-es-Salaan, na Tanzânia. A
introdução à coleção de ensaios publicada na universidade, em 1971 – na qual
figura um horripilante ensaio do genocida Museveni, exaltando a ‘sangria
revolucionária’ – elogia Freire por ter ‘enriquecido a teoria de Fanon e
produzido inovações’. Segundo o texto, “há poderosos argumentos em prol de uma
nova guerrilha, armada somente com técnicas de ensino e aprendizagem, expostas
por pedagogos como Freire”. Tais referências e a semelhança entre a obra de
Fanon e a ‘Pedagogia do oprimido’ de Freire, escrita antes de 1970, explica o
fato de esta última ter sido convertida numa espécie de bíblia por vários
grupos insurgentes no Brasil, inclusive o MST.
(*) Jornalista
domingo, 17 de janeiro de 2016
sábado, 16 de janeiro de 2016
NOTAS DE UMA CÚMPLICE - PENSE! MEDITE! CONCLUA!
Notas de uma cúmplice
Swetlana Alexievich
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
Abaixo uma dolorosa reflexão da jornalista russa Swetlana
Alexievich, em 1991, após Boris Yeltsin enterrar o PCUS e a União Soviética e
ressuscitar a Rússia
Despedimo-nos dos tempos soviéticos. Dessa nossa vida.
Tentarei escutar honestamente todos os participantes do drama socialista
O comunismo tinha um plano louco — transformar o homem
"antigo", o vetusto Adão. E isso foi conseguido; foi talvez a única
coisa que se conseguiu. Em pouco mais de setenta anos, no laboratório do
marxismo-leninismo criou-se um tipo humano especial — o Homo Sovieticus. Há
quem considere que esse é um personagem trágico; outros chamam-no de sovok¹.
Eu acho que conheço esse homem, que o conheço muito bem,
estou ao lado dele, vivi muitos anos ombro a ombro com ele. Ele sou eu. São os
meus conhecidos, os meus amigos, os meus progenitores. Durante alguns anos
viajei por toda a anterior União Soviética, porque o Homo Sovieticus não são
apenas os Russos, são também os Bielorrussos, os Turcomanos, os Ucranianos, os
Cazaques... Agora vivemos em Estados distintos, falamos línguas diferentes, mas
somos inconfundíveis.
Imediatamente reconhecíveis! Todos nós, gente do socialismo,
somos parecidos com as outras pessoas e diferentes delas — temos o nosso
dicionário, a nossa compreensão do bem e do mal, dos heróis e dos mártires.
Temos uma relação especial com a morte. Nas histórias que eu escrevo, há
palavras que ferem constantemente o ouvido:"disparar",
"fuzilar", "liquidar", "pôr em circulação" ou
variantes soviéticas de "desaparecimento" como: "detenção",
"dez anos sem direito de correspondência", "emigração".
Quanto pode valer uma vida humana, se nos lembramos de que ainda há pouco
morreram milhões? Estamos cheios de ódio e de preconceitos. Tudo vem de lá, de
onde havia o GULAG² e a guerra medonha. Coletivização, deskulakização,
deslocação das populações.
Isto era o socialismo e era simplesmente a nossa vida. Nesse
tempo pouco falávamos dela. Mas agora, que o mundo mudou irrevogavelmente, essa
nossa vida tornou-se interessante para todos —não importa como ela fosse, era a
nossa vida. Escrevo, procuro nos grãozinhos, nas migalhas da história do
socialismo "doméstico" "interior". A maneira como ele vivia
na alma humana. Atrai-me sempre esse pequeno espaço — a pessoa, uma pessoa. Na
verdade, é aí que tudo acontece.
Porque é que há no livro tantos relatos de suicídios, e não
dos soviéticos comuns, com biografias soviéticas comuns? Afinal de contas as
pessoas também se suicidam por amor, por velhice, sem mais nem menos, por
interesse, pelo desejo de descobrir o segredo da morte... Procurei aqueles em
quem cresceu firmemente a idéia, que a interiorizaram de um modo impossível de
erradicar — o Estado tornou-se o seu cosmos, substituiu tudo, até a sua própria
vida. Não conseguiam sair da grande história, despedir-se dela, ser felizes de
outro modo. Mergulhar... Perder-se na existência privada, como acontece
atualmente, em que o pequeno se tornou grande.
O homem quer apenas viver, sem uma grande idéia. Isso nunca
aconteceu na vida russa, nem a literatura russa conhece isso. Em geral nós
somos gente guerreira. Ou combatíamos, ou preparávamo-nos para a guerra. Nunca
vivemos de outro modo. Daí a psicologia militar. E mesmo na vida de paz tudo
acontecia de um modo militar. Soava o tambor, soltavam-se as bandeiras o
coração saltava do peito, o homem não notava a sua escravidão, até gostava
dela.
Também eu me lembro: depois da escola, toda a classe se
reunia para ir para as terras virgens, desprezávamos aqueles que se recusavam,
lamentávamos até às lágrimas que a revolução, a guerra civil — tudo acontecesse
sem a nossa participação. Olhamos para trás: será possível que fôssemos nós?
Que fosse eu? E recordei tudo isso juntamente com os meus heróis. Um deles
disse: "Só o homem soviético pode compreender o homem soviético".
Éramos pessoas que só tínhamos memória comunista. Vizinhos pela memória.
O meu pai recordava que pessoalmente passou a acreditar no
comunismo depois do vôo de Gagárin. Somos os primeiros! Podemos fazer tudo! Era
assim que ele e a minha mãe nos educavam. Eu fui outubrista³, usava o emblema
com o menino de cabelos frisados, fui pioneira,komsomolka. A desilusão veio
mais tarde.
Depois da perestroika esperávamos que abrissem os arquivos.
Abriram-os. Ficamos sabendo a história que escondiam de nós.
"Devemos atrair para nós noventa ou cem milhões que
povoam a Rússia Soviética. Com os restantes não devemos falar — é preciso ,
exterminá-los" (Zinóviev, 1918).
"Enforcar (sem falta, enforcar, para que o povo veja)
não menos de mil kulaks presos, que enriquecem, e tirar-lhe todos os cereais,
designar reféns... De tal modo que a cem quilômetros em redor o povo veja e
trema" (Lênin, 1918).
"Moscou está literalmente a morrer de fome"
(professor Kuznetsov para Trotski). "Isso não é fome. Quando Tito ocupou
Jerusalém, as mães judias comiam os seus filhos. Quando eu forçar as vossas
mães a comerem os seus filhos, então pode vir ter comigo e dizer: 'Temos
fome'" (Trotski, 1919).
As pessoas liam os jornais e as revistas e calavam-se. Sobre
elas caiu um horror insuportável! Como viver com isto? Muitos receberam a
verdade como uma inimiga. E a liberdade também. "Não conhecemos o nosso
país. Não sabemos em que pensa a maioria das pessoas, vemo-las, encontramo-las
todos os dias, mas não sabemos em que pensam, nem o que querem.
Mas temos a ousadia de lhes ensinar. Depressa saberemos tudo,
e ficaremos horrorizados", dizia um conhecido meu, com quem muitas vezes
me sentava a conversar na minha cozinha. Eu discutia com ele. Isto acontecia em
1991... Tempo feliz! Acreditávamos que no dia seguinte, literalmente amanhã,
começaria a liberdade. Começaria do nada, dos nossos desejos.
Dos Cadernos de Apontamentos de Chalámov: "Participei de
uma grande batalha perdida por uma verdadeira atualização da vida". Isto
foi escrito por um homem que passou 17 anos de detenção nos campos stalinistas.
A nostalgia do ideal manteve-se... Eu dividiria as pessoas
soviéticas em quatro gerações: stalinista, khruschovista, brejnevista e
gorbatchovista. Pessoalmente, pertenço à última. Para nós era mais fácil
aceitar o colapso da idéia comunista, porque não vivemos no tempo em que a
idéia era jovem, forte, sem a perdida magia do romantismo fatal e das
esperanças utópicas. Crescemos no tempo dos velhos do Kremlin. Nos magros
tempos vegetarianos. O grande sangue do comunismo já estava esquecido. O
entusiasmo continuava os seus desmandos, mas conservava-se o conhecimento de
que não era possível aplicar a utopia na vida.
Isto aconteceu durante a Primeira Guerra da Chechênia...
Conheci em Moscou, numa estação de caminho de ferro, uma mulher que era das
proximidades de Tambov e estava de partida para a Chechênia, com o objetivo de
tirar o filho da guerra: "Não quero que ele morra. Não quero que ele
mate." O Estado já não dominava a alma dela. Era uma pessoa livre. Eram
poucas as pessoas assim. A maioria eram aqueles a quem a liberdade irritava:
"Comprei quatro jornais e cada um deles tem a sua verdade. Onde está então
a verdade? Dantes líamos de manhã o jornal Pravda e sabíamos tudo.
Compreendíamos tudo." As idéias saíam lentamente de sob a narcose. Se eu
iniciava uma conversa acerca do arrependimento, ouvia em resposta:
"De que devo eu arrepender-me?" Cada qual se
considerava vítima, mas não participante. Um dizia: "Eu também estive
preso." O segundo dizia: "Eu combati." E um terceiro:
"Levantei a minha cidade das ruínas, acartava tijolos dia e noite". Isto
era completamente inesperado: todos bêbados de liberdade, mas não preparados
para a liberdade. E onde estava ela, a liberdade? Só na cozinha, onde por
hábito continuavam a criticar o Poder. Criticavam Yeltsin e Gorbatchov. Yeltsin
porque traíra a Rússia. E Gorbatchov? Gorbatchov porque traíra tudo. Todo o
Século 20. E agora, o nosso país será igual aos outros. Será como todos.
Pensavam que desta vez se conseguiria. A Rússia mudara e odiava-se a si mesma
por ter mudado. "O Mongol imóvel", escreveu Marx acerca da Rússia.
Civilização soviética... Apresso-me a registrar os seus
vestígios. As caras conhecidas. Interrogo não acerca do socialismo, mas acerca
do amor, do ciúme, da infância, da velhice. Sobre a música, as danças, os
penteados. Sobre os mil pormenores da vida que desaparecia. Este é o único meio
de dirigir a catástrofe para o quadro do habitual e tentar contar alguma coisa.
Adivinhar alguma coisa. Não paro de me espantar com a maneira como a vida
humana comum é interessante. Com a interminável quantidade das verdades
humanas. A história interessa-se apenas
pelos fatos, e as emoções ficam fora de bordo. Não é costume admití-las na
história. Mas eu olho para o mundo com os olhos de uma humanista e não de uma
historiadora. Fico surpreendida com a pessoa...
O meu pai já não é deste mundo. E eu não posso terminar uma
das nossas conversas... Dizia que morrer na guerra era mais fácil para ele do
que para os rapazes que agora morrem na Chechênia. Nos anos 1940, iam de um
inferno para outro inferno. Antes da guerra, o meu pai estudou em Minsk, no
Instituto de Jornalismo. Lembrava-se de que quando voltavam das férias, muitas
vezes já não encontravam um único professor conhecido, estavam todos presos.
Eles não compreendiam o que se passava, mas era horrível. Horrível, como na
guerra.
Tive poucas conversas francas com o meu pai. Ele tinha pena
de mim. E eu, tinha pena dele? Tenho dificuldade em responder a esta
pergunta... Éramos implacáveis com os nossos pais. Parecia-nos que a liberdade
era uma coisa muito simples. Passou algum tempo, e nós próprios nos curvamos
sob o peso dela, porque ninguém nos ensinou a liberdade. Ensinaram-nos apenas
como morrer pela liberdade.
Ei-la, a liberdade! É como a esperávamos? Estávamos prontos
para morrer pelos nossos ideais, para combater na batalha. Mas começou uma
vida . Sem história. Ruíram todos os
valores, menos o valor da vida. Da vida em geral. Novos sonhos: construir uma
casa, comprar um bom carro, plantar uma groselheira... A liberdade revelou-se a
reabilitação da pequena burguesia, habitualmente maltratada na vida russa.
Liberdade de Sua Majestade o Consumo. Majestade das trevas. Trevas dos desejos,
dos instintos — da vida humana oculta, da qual fazíamos uma idéia aproximada.
A toda a história sobrevivemos, mas não vivemos. E agora a
experiência militar já não era necessária, era preciso esquecê-la. Milhares de
novas emoções, estados, reações De súbito tudo em redor como que se tornou
diferente: as tabuletas, as coisas, o dinheiro, a bandeira E até o próprio
homem. Tornou-se mais colorido, solto, explodiram o monólito, e a vida
espalhou-se em ilhas, átomos, células. Como em Dalh: liberdade-vontade,
liberdadezinha ampla vastidão.
O grande mal tornou-se uma lenda distante, um romance de
suspense político. Já ninguém falava de idéias, falavam de créditos, de juros,
de letras, não ganhavam dinheiro a trabalhar, mas "faziam-no" em
"jogadas". Seria por muito tempo? "A mentira do dinheiro na alma
russa impoluta", escreveu Marina Tsvetáeva. Mas parece que os heróis de
Ostrovski e de Saltikov-Schedrin ganharam vida e se passeiam pelas nossas ruas.
A todas as pessoas com quem me encontrei, perguntava: "O
que é a liberdade?" Pais e filhos respondiam de modos diferentes. Aqueles
que nasceram na URSS e os que já não nasceram na URSS têm experiências
distintas. São pessoas de planetas diferentes.
Os pais: a liberdade é a ausência de medo; três dias em
agosto, quando vencemos o golpe; uma pessoa que escolhe numa loja entre cem
variedades de salame é mais livre do que a pessoa que escolhe entre dez
variedades; não ser espancado, mas nunca chegaremos às gerações não espancadas;
o homem russo não compreende a liberdade, precisa do cossaco e do látego.
Os filhos: a liberdade é o amor; a liberdade interior, um
valor absoluto; quando não temos medo dos nossos desejos; ter muito dinheiro, e
nesse caso teremos tudo; quando se pode viver de tal maneira que não se pensa
na liberdade. A liberdade é o normal.
Procuro uma linguagem. O homem tem muitas linguagens: a
linguagem que usa com os filhos, e mais uma, a do amor Há ainda a linguagem a
que recorremos quando falamos conosco esmos, quando travamos diálogos
interiores. Na rua, no trabalho, nas viagens — por todo o lado se ouve qualquer
coisa diferente, mudam não apenas as palavras, mas qualquer coisa mais. Uma
pessoa até de manhã e à tarde fala de modos diferentes. E aquilo que acontece
durante a noite entre duas pessoas desaparece por completo da história.
Tratamos apenas da história do homem diurno. O suicídio é um tema noturno, a
pessoa encontra-se no limite da existência e da não existência. Do sono. Quero
entender isto com a precisão da pessoa diurna.
Disseram-me: "Não tem medo de que isso lhe agrade?"
Seguimos pela estrada de Smolensk. Paramos numa aldeia ao
lado de uma loja. Uns conhecidos (eu própria cresci nesta aldeia), uns rostos
bonitos, bondosos, e em redor uma vida humilhante, pobre. Conversamos acerca da
vida. "Pergunta-me sobre a liberdade? Entre na nossa loja: vodca, há toda
a que se queira: Standart, Gorbatchov Putinka, salame à farta, e queijo, e
peixe. Até há bananas. De que outra liberdade precisa? Esta para nós é
suficiente." "E deram-lhes terra?" "Quem é que vai mourejar
nela? Se a queres, toma-a. Aqui só o Vaska Krutoi aceitou. O filho mais novo
tem oito anos e anda atrás do arado ao lado do pai. Se fores trabalhar para
ele, não penses em juntar algum dinheiro, ele nem dorme. É um fascista!"
Na "Lenda do Grande Inquisidor" de Dostoiévski há
uma discussão sobre a liberdade. Diz-se que o caminho da liberdade é difícil,
sofrido, trágico "Para que conhecer esse diabo desse bem e desse mal, se
isso custa tanto?" O homem tem sempre que escolher: a liberdade ou o
bem-estar e a organização da sua vida, a liberdade com sofrimento ou a
felicidade sem liberdade. E a maioria das pessoas segue por esse segundo
caminho.
O Grande Inquisidor diz a Cristo, que voltou à Terra:
"Porque vieste cá incomodar-nos? Porque tu vieste
incomodar-nos e sabes isso muito bem"
"Ao respeitá-lo [ao homem], tu procedeste como se
tivesses deixado de sentir compaixão por ele, porque exigiste demasiado dele Ao
respeitá-lo menos, exigias-lhe menos, e isso estaria mais perto do amor, pois o
fardo dele seria mais leve. Ele é fraco e vil Que culpa tem a alma fraca, se é
incapaz de juntar em si tão terríveis dons?"
"Não há preocupação mais constante e torturante para o
homem do que, ao ficar livre, procurar depressa alguém diante de quem se
inclinar a quem transmitir depressa o dom da liberdade com que esse ser infeliz
nasce"
Nos anos 1990 sim, éramos felizes, e essa nossa ingenuidade
já nunca mais volta. Parecia-nos que a escolha estava feita, que o comunismo
tinha perdido sem apelo. Mas tudo estava apenas a começar
Passaram-se vinte anos... "Não nos assustem com o
socialismo", dizem os filhos aos pais.
De uma conversa com um professor universitário meu conhecido:
"No final dos anos noventa os estudantes riam-se quando
eu recordava a União Soviética; estavam confiantes de que à sua frente se abria
um novo futuro. Agora o quadro é diferente Os estudantes de hoje já
descobriram, já sentiram o que é o capitalismo — a desigualdade, a pobreza, a
riqueza descarada, têm diante dos olhos a vida dos pais para quem nada restou
do país saqueado. Sonham com a sua revolução. Usam camisolas vermelhas com
retratos de Lênin e de 'Che' Guevara."
Cresceu na sociedade o interesse pela União Soviética. Pelo
culto de Stálin. Metade dos jovens dos 19 aos 30 anos consideram Stálin "o
maior dirigente político". Num país em que Stálin liquidou tantas pessoas
como Hitler, um novo culto de Stálin?! Tudo o que é soviético está outra vez na
moda. Por exemplo, os cafés "soviéticos" — com nomes soviéticos e
pratos soviéticos. Surgiram os bombons "soviéticos" e o salame
"soviético" — com o cheiro e o sabor nossos conhecidos desde a
infância. E, é claro, a vodca "soviética".
Na televisão há dezenas de transmissões e na Internet dezenas
de sites nostálgicos "soviéticos". Podem fazer-se visitas turísticas
aos campos stalinistas — em Solovka, em Magadan. O anúncio promete que para
mais completa sensação fornecem um fato do campo e uma picareta. Mostram os
barracões restaurados. E no final organizam uma pescaria.
Renascem ideias antiquadas: sobre o Grande Império, sobre a
"mão de ferro", "sobre a via russa especial" Reapareceu o
hino soviético, há o Komsomol, mas chama-se simplesmente "Nachi" (os
"Nossos"), há o partido do Poder, que copia o Partido Comunista. O
presidente tem um poder como o do secretário-geral. Absoluto. Em vez do
marxismo-leninismo, a religião ortodoxa.
Antes da revolução de 1917, Aleksandr Grin escreveu: "E
o futuro parece ter deixado de estar no seu lugar." Passaram cem anos, e
de novo o futuro não está no seu lugar. Chegou um tempo em segunda mão. A
barricada é um lugar perigoso para um artista. Uma armadilha. Ali estraga-se a
vista, obscurece a íris, o mundo perde a cor. Na barricada, o mundo é preto e
branco. Dali já não se distingue o homem, vê-se apenas um ponto negro — um
alvo. Passei toda a vida nas barricadas e queria sair delas. Aprender a
alegrar-me com a vida. Recuperar a visão normal. Mas dezenas de milhares de
pessoas saem de novo para as ruas. Dão-se as mãos, trazem fitas brancas nos
blusões, símbolo do renascimento. Há cor. E eu estou com elas.
Encontrei nas ruas jovens com a foice e o martelo e o retrato
de Lênin nas camisolas. Saberão eles o que é o comunismo?
1 ¹Designação depreciativa do regime soviético e de tudo o
que com ele se relaciona. (N. do T.)
2 Ou simplesmente Gulag. Acrónimo da designação russa:
Glavnoe Upravlénie Ispravi- telno-trudovikh Laguerei (Direção Central dos
Campos de Trabalho Correcional). 3 Outubrista: primeira forma de organização
das crianças, que a seguir entravam para os pioneiros e mais tarde para o
Komsomol, a juventude comunista.
Carlos I. S. Azambuja
é Historiador.
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