quinta-feira, 24 de abril de 2014

A INFAME CARIDADE






No país tropical, quase que diariamente batem à nossa porta as mais diversificadas entidades de caridade para receber alguma contribuição para suas causas humanitárias.
Em geral, um telefonema anterior apela para a nossa alma caridosa, e lá vamos nós condoídos cumprir a voluntaria missão de ajudar aos desamparados.
As contribuições são destinadas para socorrer uma ou mais crianças em terríveis situações, ou precoces cancerosos e outro tipos de lamentáveis doenças.
Não existe nenhuma possibilidade do caridoso receber em troca de sua colaboração espontânea e silenciosa alguma paga, exceto a consciência de que está agindo com amor ao próximo.
Contudo, quando esbarramos com um comunista de carteirinha, lá está ele ou ela, a bradar aos quatro ventos que devemos apoiar os necessitados.
São os propugnadores de bolsas, de benesses, de auxílios às minorias, de premiar com mais direitos do que aos demais os seus inocentes marginalizados, mas sempre propagandeando o seu amor aos carentes, esperando o seu agradecimento em votos.
Dessa forma, é inegável que os comunistas nacionais são a gente mais humanitária que existe. E olha que, basicamente, são convictos ateus, aplaudem o aborto e renegam as práticas cristãs
No seu amor pelos excluídos estabelecem leis que concedem a qualquer minoria alguma vantagem, e os angelicais comunistas decidem quem receberá as bênçãos e quem irá pagá - las, os outros, é claro.
Como na mente ardilosa dos beatos comunas, a maioria silenciosa é a culpada pelos dissabores dos seus apaniguados, nada mais natural de que ela pague pelo belo gesto da infame caridade deles.
Na prática, sabemos que a bondosa cúpula, uma espécie de Madre Tereza de Calcutá nativa, aguarda um valioso retorno pela sua benemerência, com a aquiescência forçada dos emudecidos trouxas.
Hoje, causa espanto que um grupelho bastante conhecido, se arvore em balança do equilíbrio social da humanidade, e que use o poder para imbecilizar a sociedade.
Eles se tornaram uma espécie de deuses aqui na terra e tacham de serviçais os demais seres, de forma que haja uma distribuição equânime dos bens, e, logicamente, das desgraças, exceto para a cúpula, que sempre estará livre dos dissabores materiais que assolam a humanidade.
Os contratempos morais não os perturbam. Sua ideologia não permite.
A nossa sociedade de imbecil senso esquece que os mesmos magnânimos de hoje, altruístas ao exagero, em passado recente, roubaram, assaltaram, aterrorizaram e mataram.
Sem qualquer piedade, vitimaram os seus inimigos, os então agentes legais da repressão, feriram e mataram inocentes que estavam nas proximidades das suas ações criminosas. Foram os inocentes úteis que estavam nos arredores de suas caridosas tentativas de salvar o Brasil empregando mortíferas armas.
       Apesar de seu passado criminoso, hoje, não foram apenas beatificados e indenizados regiamente, mas promovidos a altruístas distribuidores de infames caridades.      
Na atualidade, no Brasil impera a infame caridade interesseira.
Mas tem gente que não acredita, e este breve texto poderá soar nos ouvidos do submisso povaréu, como uma simplória tentativa de desqualificar os nobres subversivos, aqueles que armados pretenderam impor neste País um regime totalitário, conforme o desejo de seus superiores, Stalin, Mao, Fidel, etc...
É oportuno lembrar dos três macaquinhos que cobrem os ouvidos, a boca e os olhos, e que na terra dos tolos, o mesmo ocorre, com a consciência, com a honestidade, com a cidadania,  e com qualquer resquício de dignidade que possa diferenciar os seres humanos do mais “sacrossanto” comunista.
Brasília, DF, 24 de abril de 2024


sábado, 19 de abril de 2014

Marcha da Família com Deus pela Liberdade São Paulo 22 de março de 2014.

O BRASIL E A PETROBRAS

Artigo - Valmir Fonseca Azevedo Pereira - (vfazevedop@gmail.com)

Ultimamente, apesar das escandalosas tratativas do desgoverno mais comuna da America Latina, a redoma que encobria a Petrobras foi levantada e o mau cheiro é tão forte que nem atarraxando as fossas nasais é suficiente para barrar a podridão.
A estatal do PT fede como um cadáver mal enterrado em cova rasa no cemitério das almas penadas. A caixa preta é o mausoléu do nosso nacionalista jargão “O petróleo é nosso”
Contudo, apesar de longínquo, recordo com orgulho das palavras sempre retumbantes de nosso portentoso guru que bazofiava sobre o pré - sal e sobre o nosso ingresso na OPEP, a nossa autonomia em petróleo, e na refinaria em Pernambuco, fruto de seu acordo de cumpadre com o Chávez, e a participação financeira da portentosa PDVSA.
Ufanei - me, e endossei os sacramentados ditos da metamorfose de que “nunca nesta terra...”.
A cada pronunciamento do incólume impune, mais o nosso peito nativo se inflava de desmedido orgulho.
Porém, não há embromação que sempre dure, nem imbecil que sempre perdure (no Brasil tudo é possível, e sabe se lá se ele não voltará?).
E a Petrobras, desnuda, sucumbiu.

Em consequência, a nossa comparação entre aquela degringolada entidade e o futuro do nosso País é inevitável.
Assim como a cambaleante entidade, que há poucos anos era cantada e explorada em prosa e verso pelo camaleão ambulante, e que nós em breve seriamos top do mundo e outras baboseiras, como a de que o nosso sistema de saúde era um dos melhores do mundo, hoje, ao que parece, a verdade emerge e geme de vergonha.
Recordamos com saudade, da época em que não faltavam palavras ufanistas, declarações bombásticas e inaugurações até de terrenos baldios.
Tanto que no cenário internacional agigantou - se e agregou - se até com o Irã, com diversas ditaduras na África, e com outros fétidos rincões da América Latrina e do planeta.
Mas aos poucos, a dura realidade aflorou, ou melhor, abortou. 
Na Petrobras, por mais que se doure a pílula, a realidade é atroz.
A triste conclusão é que o petróleo não é nosso, mas a dinheirama e a Petrobrás são deles.
Muitos, com as barbas de molho, ao acompanhar a nossa atual trajetória econômica, temem que os indícios de que algo vai mal, se avolumem.
Aqueles ressabiados entendem que como na Petrobras, a cortina que encobre a nossa Pátria seja descerrada, e os fajutos índices que sempre encobrem a porcaria, não sejam o suficientes para evitar o caos econômico.
É sorumbático que alguns afirmem que o Brasil de amanhã, será a Petrobras de hoje.
Isto é, uma M.. do tamanho do PT.
Brasília, DF, 19 de abril de 2014

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereir
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General Valmir Fonsêca,  em meu nome,  Rômulo Fontes e da equipe do Jornal Bastidores - JBASTIDORES- (Jornal e BLOG)  parabenizo o ilustre General de Brigada. Reconhecemos sua coragem de dizer a verdade nua e crua a este governo corrupto, reconhecendo no seu texto o SOLDADO  que, a serviço do Brasil, jamais   baixou as armas.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

ALERTA AO ALTO COMANDO DAS FORÇAS ARMADAS - A ESTUPIDEZ DA PROVOCAÇÃO

UM RECADO: “OS MILITARES DARÃO A PRÓPRIA VIDA PARA LIVRAR O BRASIL DO COMUNISMO”. GENERAL DE EXERCITO PEDRO LUIS DE ARAUJO BRAGA.

A quase impossibilidade de tirar o PT do poder seja por eleições livres, mas viciadas pela prática de estelionatos eleitorais e fraudes, seja por um golpe contra o país lançado pelas forças paramilitares a serviço de um projeto de poder comunista, o clima de uma guerra civil está cada vez mais se afirmando como única saída para livrar nosso país de ser transformado em uma Cuba Continental.
A qualquer momento os efeitos sobre a caserna da overdose da covardia, da cumplicidade e da omissão que domina o comportamento apátrida de uma minoria de comandantes, militares – lacaios dos comunistas – poderá acabar, pela reação coletiva dos contrários, provocando uma intervenção militar muito mais grave do que a ocorrida em 1964, e colocando todos os corruptos genocidas diante de um Tribunal de Guerra para responderem diante da sociedade por todos os milhões de cidadãos assassinados por desgovernos traidores do país e mentores da Fraude da Abertura Democrática.
Os desgovernos do PT demonstraram e continuam demonstrando, diariamente, sua incapacidade de ter a auto crítica necessária para perceber ou aceitar seus erros como indicativos da péssima administração pública que têm exercido durante os últimos 12 anos.
Com o assistencialismo comprador de votos, e com a corrupção e o suborno de milhares de canalhas esclarecidos, os donos do poder acham que tudo está dominado e que não têm mais que dar satisfações a ninguém quando são criticados por suas atitudes, a não ser as costumeiras e deslavadas mentiras, leviandades, falsidades e hipocrisias que não enganam a mais ninguém.
As ameaças e ações punitivas contra militares da ativa e da reserva que estão se posicionando contra a destruição das FFAA e contra a comunização do país e sua degeneração social e econômica pelo projeto de poder do PT, gestado nas reuniões do Foro de SP, estão perdendo o limite, no mínimo, do bom senso.
Depois de semear durante os três últimos anos um inaceitável conflito de classes sociais, o desgoverno Dilma procura, insistentemente, demonstrar que não tem mais nada a perder, quando continua perseguindo sistematicamente as FFAA em ações diretas contra os que se colocam como críticos dos atos de um desgoverno que está jogando o país na ladeira de se transformar em uma Cuba Continental.
Por outro lado a sociedade vem sendo tratada como idiota, imbecil e palhaça do Circo da Corrupção que se instaurou no país durante a Fraude da Abertura Democrática.
As posturas da presidenta e seus lacaios significam interpretar que a calmaria da covardia e da omissão de alguns comandantes pode ser o qualificativo de toda a caserna.
Até quando esses canalhas traidores do país acham que o genocídio de milhares de pessoas inocentes como resultado do bilionário roubo do dinheiro público, a transformação do poder público em um Covil de Bandidos e de porcos comunistas, e o país em um Paraíso de Patifes, continuarão sendo aceitas por uma caserna, por enquanto defensora da disciplina militar em relação aos atos de desgovernos que estão destruindo o país?
Uma minoria de comandantes militares, lacaios de levante comunista que está tomando conta do país, não será capaz de segurar uma revolta latente que já se instaurou nos ambientes dos quartéis, pois todos os militares e superiores imediatos estão sendo testemunhas do assassinato de milhares de civis todos os anos como consequência do roubo do dinheiro público. Todos esses também têm filhos e famílias que estão na fronteira de se tornarem lacaios de uma Cuba Continental.
A qualquer momento as parcelas das FFAA não subservientes a bandidos, as polícias civis e militares, e a Polícia Federal, assumirão a consciência de que estão sendo feitas cúmplices do assassinato de milhares de cidadãos todos os anos pela obediência a um sistema de governo absolutamente corrompido e criminoso em todas as suas instâncias.
O resultado será um conflito armado com as forças leais ao desgoverno petista e seus cúmplices que, ao contrário do que pensam, serão mortalmente derrotadas, pois as armas necessárias para combater os inimigos de nossa pátria aparecerão, e a revolta se fará presente em uma guerra civil de absoluta responsabilidade do PT, que plantou durante décadas as sementes de um conflito civil-militar armado no país.
Que o submundo do PT continue tentado destruir as FFAA e chamando os comandantes militares de comandantes de merda. O preço a pagar por tanto atrevimento comunista se aproxima de ser pago.
De qualquer forma, pela insistência de muitos, estamos ainda procurando acreditar que a traição militar ao país se situe apenas no círculo de comandantes militares omissos, covardes e cúmplices e não em um comportamento coletivo da caserna.
GENERAL DE EXERCITO PEDRO LUIS DE ARAUJO BRAGA.
07/03/2014
Este é um alerta à Nação brasileira, assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente.
Assinam, abaixo, os Oficiais Generais por ordem de antiguidade e demais militares e civis por ordem de adesão.
OFICIAIS GENERAIS
1 – Gen Ex Pedro Luiz de Araujo Braga 2 – Gen Ex Angelo Baratta Filho
3- Gen Ex Luiz Guilherme de Freitas Coutinho 4 – Gen Ex José Carlos Leite Filho 5 – Gen Ex Domingos Miguel Antônio Gazzineo 6 – Gen Ex José Luis Lopes da Silva 7 – Gen Ex Luiz De Góis Nogueira Filho 8 – Gen Ex Valdésio Guilherme de Figueiredo 9 – Gen Ex Gilberto Barbosa de Figueiredo 10 – Gen Ex Luiz Edmundo Maia de Carvalho 11 – Gen Ex Antônio Araújo de Medeiros 12 – Ten Brig Ar (Refm) Ivan Frota 13 – Gen Ex Domingos Carlos Campos Curado 14 – Gen Ex Ivan de Mendonça Bastos 15 – Gen Ex Rui Alves Catão 16 – Desembargador do Tribunal de Justiça/RJ Bernardo Moreira Garcez Neto 17 – Gen Ex Cláudio Barbosa de Figueiredo 18- Gen Ex Carlos Alberto Pinto Silva 19 – Gen Ex Luiz Cesário da Silveira Filho 20 – Gen Ex Maynard Marques de Santa Rosa
1- Gen Div Francisco Batista Torres de Melo 2 – Gen Div Amaury Sá Freire de Lima 3 – Gen Div Leone da Silveira Lee 4 – Gen Div Cássio Rodrigues da Cunha 5 – Gen Div Aloísio Rodrigues dos Santos 6 – Gen Div Robero Viana Maciel dos Santos Lista completa
7 – Gen Div Marcio Rosendo de Melo 8 – Gen Div Luiz Carlos Minussi 9 – Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel 10 – Gen Div Ulisses Lisboa Perazzo Lannes 11 – Gen Div Luiz Wilson Marques Daudt 12 – Maj Brig Ar Edilberto Telles Shirotheau Corrêa 13 – Maj- Brig do Ar Cezar Ney Britto de Mello 14 – Maj Brig Ar Irineu Rodrigues Neto 15 – Maj Brig Ademir Siqueira Viana 16 – Ge n Div Clóvis Puper Bandeira 17 – Gen Div Roberto Schifer Bernadi
18- Gen Div Remy de Almeida Escalante 19 – Gen Div Sérgio Ruschell Berganaschi 20 – Gen Div Sérgio Pedro Coelho Lima
1- Gen Bda Rui Leal Campello – Detentor do Bastão da FEB 2 – Brig Ar Leci Oliveira Peres 3 – Gen Bda Dickens Ferraz 4 – Gen Bda Paulo Ricardo Naumann 5 – Gen Bda Gilberto Serra 6 – Gen Bda Aricildes de Moraes Motta 7 – Gen Bda Durval A. M. P. de Andrade Nery 8 – Gen Bda Carlos Augusto Fernandes dos Santos 9 – Gen Bda Miguel Monori Filho 10 – Gen Bda Iberê Mariano da Silva 11 – Gen Bda Eduardo Cunha da Cunha 12 – Gen Bda Tirteu Frota 13 – Gen Bda César Augusto Nicodemus de Souza 14 – Gen Bda Geraldo Luiz Nery da Silva 15 – Gen Bda Marco Antonio Felício da Silva 16 – Gen Bda Newton Mousinho de Albuquerque 17 – Gen Bda Paulo César Lima de Siqueira 18 – Gen Bda Marco Antonio Tilscher Saraiva 19 – Gen Bda Manoel Theóphilo Gaspar de Oliveira 20 – Gen Bda Hamilton Bonat 21 – Gen Bda Elieser Girão Monteiro 22 – Gen Bda Pedro Fernando Malta 23 – Gen Bda Mauro Patrício Barroso 24 – Gen Bda Marcos Miranda Guimarães 25 – Gen Bda Zamir Meis Veloso 26 – Gen Bda Valmir Fonseca Azevedo 27 – Gen Bda Marco Antônio Sávio Costa 28 – Brig.Ar Sérgio Luiz Millon 29 – Gen Bda Carlos Eduardo Jansen 30 – Gen Bda Mario Monteiro Muzzi 31 – Gen Bda Paulo Roberto Correa Assis 32- Gen Bda Iram Carvalho 33 – Brig Ar Danilo Paiva Alvares 34- Gen Bda Jos´e Alberto Leal 35 – Gen Bda José Luiz Gameiro Sarahyba 36 – Gen Brig Ar – Guido de Resende Souza 37 – Gen Bda Sady Guilherme Schmidt 38 – Contra- Alm Med Luiz Roberto Matias Dias

Oficiais Superiores 1- Cel Jarbas Gonçalves Passarinho 2 – Cel Carlos de Souza Scheliga 3 – Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra 4 – Cel Ronaldo Pêcego de Morais Coutinho 5 – Capitão-de-Mar-e-Guerra Joannis Cristino Roidis 6 – Cel Celso Seixas Marques Ferreira 7 – Cel Pedro Moezia de Lima 8 – Cel Cláudio Miguez 9 – Cel Yvo Salvany 10 – Cel Ernesto Caruso 11 – Cel Juvêncio Saldanha Lemos 12 – Cel Paulo Ricardo Paiva 13 – Cel Raul Borges 14 – Cel Rubens Del Nero 15 – Cel Ronaldo Pimenta Carvalho 16 – Cel Jarbas Guimarães Pontes 17 – Cel Miguel Netto Armando 18 – Cel Florimar Ferreira Coutinho 19 – Cel Av Julio Cesar de Oliveira Medeiros 20 – Cel.Av.Luís Mauro Ferreira Gomes 21 – Cel Carlos Rodolfo Bopp 22 – Cel Nilton Correa Lampert 23 – Cel Horacio de Godoy 24 – Cel Manuel Joaquim de Araujo Goes 25 – Cel Luiz Veríssimo de Castro 26 – Cel Sergio Marinho de Carvalho 27 – Cel Antenor dos Santos Oliveira 28 – Cel Josã de Mattos Medeiros 29 – Cel Mario Monteiro Campos 30 – Cel Armando Binari Wyatt 31 – Cel Antonio Osvaldo Silvano 32 – Cel Alédio P. Fernandes 33 – Cel Francisco Zacarias 34 – Cel Paulo Baciuk 35 – Cel Julio da Cunha Fournier 36 – Cel Arnaldo N. Fleury Curado 37 – Cel Walter de Campos 38 – Cel Silvério Mendes 39 – Cel Luiz Carvalho Silva 40 – Cel Reynaldo De Biasi Silva Rocha 41 – Cel Wadir Abbês 42 – Cel Flavio Bisch Fabres 43 – Cel Flavio Acauan Souto 44 – Cel Luiz Carlos Fortes Bustamante Sá 45 – Cel Plotino Ladeira da Matta 46 – Cel Jacob Cesar Ribas Filho 47 – Cel Murilo Silva de Souza 48 – Cel Gilson Fernandes 49 – Cel José Leopoldino e Silva 50 – Cel Pedro Carlos Pires de Camargo 51 – Cel Antonio Medina Filho 52 – Cel José Eymard Bonfim Borges 53 – Cel Dirceu Wolmann Junior 54 – Cel Sérgio Lobo Rodrigues 55 – Cel Jones Amaral 56 – Cel Moacyr Mansur de Carvalho 57 – Cel Waine Canto 58 – Cel Moacyr Guimarães de Oliveira 59 – Cel Paulo Carvalho Espindola 60 – Cel Nelson Henrique Bonança de Almeida 61 – Cel Roberto Fonseca 62 – Cel Jose Antonio Barbosa 63 – Cel Jomar Mendonça 64 – Cel Carlos Sergio Maia Mondaini 65 – Cel Nilo Cardoso Daltro 66 – Cel Vicente Deo 67 – Cel Av Milton Mauro Mallet Aleixo 68 – Cel José Roberto Marques Frazão 69 – Cel Brigido Montarroyos Leite 70 – Cel Flavio Andre Teixeira 71 – Cel Jorge Luiz Kormann 72 – Cel Aluísio Madruga de Moura e Souza 73 – Cel Aer Edno Marcolino 74 – Cel Paulo Cesar Romero Castelo Branco 75 – Cel Carlos Leger Sherman Palmer 76 – Cel Gilberto Guedes Pereira 77 – Cel Carlos da Rocha Torres 78 – Cel Paulo Soares dos Santos 79 – Cel Mário Luiz de Oliveira 80 – Cel Wilson Musco 81 – Cel Luiz Fontoura de Oliveira Reis 82 – Cel Rubens Reinaldo Santana 83 – Cel Arthur Paulino Tapajoz de Souza 84 – Cel Josimar Gonçalves Bezerra 85 – Cel Affonso Correa de Araújo 86 – Cel Era Derli Stopato da Fonseca 87 – Cel Elmio David Dansa de Franco 88 – Cel Antonio Carlos Pinheiro 89 – Cel Av Silvio Brasil Gadelha 89 – Cel Av Sílvio Barreto Viana 90 – Cel Jorge Caetano Souza do Nascimento 91 – Cel Sérgio Augusto Machado Cambraia 92 – Cel Manoel Soriano Neto 93 – Cel Nelson Roque Vaz Musa 94 – Cel Rubens Vaz da Cunha 95 – Cel Mário Muzzi 96 – Cel Luiz Caramuru Xavier 97 – Cel Av Valdir Eliseu Soldatelli 98 – CMG (FN) Guilherme Gonzaga 99 – CMG Cesar Augusto Santos Azevedo 100 – Cel José Alberto Neves Tavares da Silva 101 – Cel Pedro Figueira Santos 102 – Cel Respício Antonio do Espírito Santos 103 – Cel Av Silvio da Gama Barreto Viana 104 – Cel Djair Braga Maranhoto 105 – Cel Airton Alcântara Gomes 106 – Cel Arcanjo Miguel Vanzan 107 – CMG Francisco Heráclio Maia do Carmo 108 – Cel Ary Vieira Costa 109 – Cel Ricardo Perera de Miranda 110 – CMG Edmundo Amaral Baptista 111 – Cel Nicolau Loureiro Neto 112 – Cel AV Sérgio Ivan Pereira 113 – CMG Geraldo da Fonseca 114 – Cel Nelsimar Moura Vandelli 115 – Cel Cesar Augusto de Jesus Magalhães 116 – Cel Rogério Oliveira da Cunha 117 – Cel José Augusto de Castro Neto 118 – Cel Benedito Luiz Longhi 119 – CMG Rogério Ferreira Esteves 120 – Cel Albérico da Conceição Andrade 121 – Cel Orlando Galvão Canário 122 – Cel AV José Alfredo de Tolosa Andrade 123 – Cel Pedro Arnóbio de Medeiros 124 – Cel Sérgio dos Santos Lima 125 – Cel Cezar Nunes de Araújo 126 – Cel Ivan Fontelles 127 – Cel Paulo Soares de Souza 128 – Cel Renato Brilhante Ustra 129 – Cel Ariel Rocha de Cunto 130 – Cel Rui Pinheiro Silva 131 – Cel Milton Moraes Sarmento 132 – Cel Paulo Sérgio da Silva Maia 133 – Cel Ney de Oliveira Waszak 134

Fibra de Herói - Canções do Exército Brasileiro

quarta-feira, 19 de março de 2014

SONHO INTERROMPIDO. OU: UMA HOMENAGEM A LEIDSON ACÁCIO ALVES SILVA


Artigo   transcrito do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Rodrigo Constantino
O leitor nunca deve ter ouvido falar em Leidson Acácio Alves Silva. Mas certamente está cansado de ouvir falar em Amarildo, não é mesmo? Leidson não desperta a mesma comoção popular, pois não cai nas graças das ONGs de direitos humanos e dos artistas e "intelectuais" da esquerda festiva. Mas sua trajetória é nobre, e muito triste:
Depois de vir de Minas Gerais para o Rio com a mãe e os três irmãos, ainda na infância, um desentendimento familiar levou o então adolescente a morar nas ruas. Neste período, ele chegou a trabalhar como camelô e borracheiro. Aos 17 anos, Leidson só tinha cursado até a terceira série do Ensino Fundamental. Aos 23, apenas seis anos depois, já era cadete da PM. Além do supletivo que garantiu sua formação, ele também atuou como motorista de reboques na Operação Lei Seca prestando serviços para uma empresa privada.
Sua infância, infelizmente, não é exceção nas "comunidades" que alguns artistas gostam de enaltecer. Famílias desestruturadas, crianças abandonadas, adolescentes nas ruas, falta de ícones decentes para se espelhar. Mas Leidson não escolheu o caminho mais fácil. Não partiu para o crime, o tráfico de drogas, nada disso.
Ao contrário: quis batalhar, trabalhar, ser alguém. E aqui, uma vez mais, a esquerda caviar mostra que vive em uma bolha. Pois quem salvou Acácio deste rumo perdido foi... uma pastora evangélica de Nova Iguaçu. Sabemos como os "intelectuais" que "não" têm preconceito algum nutrem profundo preconceito com os evangélicos. Nessas "comunidades", entretanto, muitas vezes a alternativa é entre o pastor e o traficante.
Seu sonho era entrar para o BOPE um dia, um sonho louvável, uma vocação. Esse belo sonho foi interrompido por um tiro na cabeça, disparado por traficantes durante patrulhamento no Parque Proletário. Acácio era subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro. Sua ascensão profissional, assim como sua vida, foram abruptamente destroçadas pela covardia de criminosos que escolheram essa vida nefasta.
Enquanto a vida de Leidson Acácio acabava, junto com seus sonhos, provavelmente uma parcela não desprezível da "festiva" falava de Amarildo, entre uma carreirinha de cocaína e outra, ajudando a financiar os mesmos traficantes que mataram o policial.
Não esperem campanhas de apoio à família do policial, ou festas com gente famosa para levantar recursos para ONGs de seus companheiros em nome dos pobres. Esse pessoal costuma aparecer em cena apenas quando é para difamar a polícia e para defender bandidos.
Os honestos, do lado da lei, de origem muito humilde, mas que venceram os obstáculos e melhoraram de vida, esses não ajudam na narrativa de vitimização dos vagabundos que levam o terror a tantos inocentes, inclusive (e principalmente) aos mais pobres.
Mas saiba, Leidson, que sua morte não foi em vão. E aos seus familiares e amigos, saibam que seu sofrimento é compartilhado por milhões de brasileiros, uma maioria silenciosa, que não goza dos holofotes da mídia, com artistas famosos em campanha para dar destaque, mas que ainda assim lamenta profundamente a perda, e alimenta uma indignação com a impunidade e com a deturpação dos valores morais deste país, que trata bandido como vítima da sociedade e ignora aqueles heróis que combatem esses bandidos.

Rodrigo Constantino é Economista. Originalmente publicado na Veja em 15 de Março de 2014.


segunda-feira, 17 de março de 2014

CARTEIRA PRETA

Transcrito da Revista Brasileiros - Por   Luiza Villaméa

Carlos Alberto Augusto, 70 anos completados no dia 1o de abril, fez questão de vestir smoking para ser entrevistado pela Brasileiros. No salão de seu cabeleireiro em São Paulo, depois de ter os cabelos cuidadosamente escovados, ele explicou o motivo do traje: “Tenho o maior respeito pelas Forças Armadas. Como nunca fui militar e nunca tive farda ou uniforme de festa, a partir de agora vou passar a me apresentar de smoking, em respeito às Forças Armadas. E essa gravatinha preta que está no meu pescoço é em respeito às vítimas do terror”. Entre 1970 e 1977, o delegado trabalhou como investigador do DOPS de São Paulo, na equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Conhecido pela crueldade nas sessões de tortura, Fleury morreu em maio de 1979, depois de cair de sua lancha, em Ilhabela, no litoral paulista. O antigo chefe é um dos heróis do delegado Augusto, que ganhou o apelido Carteira Preta nos tempos de investigador do DOPS. Ele conta que a alcunha se deve ao fato de ter usado por muitos anos uma carteira funcional de cor preta.

Os outros dois heróis nomeados pelo delegado são o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo. Brilhante Ustra chefiou entre 1970 e 1974 o DOI-Codi de São Paulo, um dos mais truculentos centros de repressão do País. Cabo Anselmo, por sua vez, jamais alcançou a patente pela qual ficou conhecido. Líder da Revolta dos Marinheiros de 1964, ele depois se infiltrou em organizações de resistência armada à ditadura, que ajudou a dizimar com suas delações. O investigador Carteira Preta também assumiu o papel de infiltrado nos anos 1970. Com o codinome César, ele atuou em parceria com Cabo Anselmo em pelo menos uma temporada, que culminou com a morte de seis guerrilheiros, no chamado Massacre da Chácara São Bento, em Abreu e Lima (PE). “Procurei cumprir minha missão, que é salvar vidas”, afirma o delegado, ao falar sobre o massacre. Na Justiça Federal, tramita uma ação em que ele é acusado de participar do desaparecimento de um corretor da Bolsa de Valores de São Paulo, Edgar de Aquino Duarte, antigo colega de Cabo Anselmo na Marinha. “Não tem nenhuma prova de que eu tenha prendido esse cidadão”, diz o delegado.
Ele também garante que não foi torturador, embora seu nome conste de relação de algozes preparada por ex-presos políticos. Em maio do ano passado, três meses depois de transferido para Itatiba, no interior paulista, o delegado foi alvo de um protesto organizado por ativistas da Frente de Esculacho Popular. Inspirado em ações realizadas na Argentina e no Uruguai, o grupo procura localizar os torturadores da época da ditadura e denunciá-los em público. Na ocasião, panfletos com um resumo biográfico não autorizado do delegado foram distribuídos na cidade. “Esse é um esquema montado para desmoralizar as autoridades policiais. Quem me conhece, me ama. E acaba me chamando de Carteirinha”, diz. Aposentado desde o dia 5 de fevereiro deste ano, o delegado conta nas páginas seguintes a sua versão da história.
Brasileiros – Onde o senhor estava quando ocorreu o golpe de 1964?
Augusto – Eu tinha 20 anos, trabalhava como vendedor numa multinacional. Encontrava-me na rua Florêncio de Abreu, próximo ao Mosteiro dos Jesuítas no Largo São Bento, no centro de São Paulo. Lembro de papéis picados jogados dos edifícios, hinos pátrios tocando alto em apoio às Forças Armadas, que nos salvaram do comunismo. Foi uma festa com liberdade e segurança total. Teve apoio da imprensa, da sociedade brasileira, dos informantes e alcaguetes.

Brasileiros – Como se decidiu pela carreira de policial?
Augusto – O policial de verdade nasce policial. Tem caráter de policial, sangue de policial nas veias. E precisa ter coragem e muita sorte. Foram 44 anos, dois meses e cinco dias de profissional da polícia. No total, tenho certidão de 55 anos trabalhados em prol do Brasil, sempre recolhendo impostos.
Brasileiros – E o apelido Carteira Preta?
Augusto – Sou policial por rígido concurso público. Em estágio probatório, fui designado para cumprir minha missão no DOPS, onde minha carteira funcional era preta. Lá também trabalhavam ex-guardas civis, com carteira funcional vermelha, escrivães com carteira verde, e delegados, que até hoje usam carteira vermelha. Como investigador de polícia, tira de verdade, me restou esse apelido, Carteira Preta. Com a carteira, fui Policial do Mês, Policial do Ano. Recebi vários elogios de secretários de Segurança, procuradores do Estado, governadores. Mas o gostoso e o que me honra muito é ser elogiado pelas vítimas, pela sociedade que reconhece os bons policiais. E é à sociedade brasileira que devo satisfações, a quem tenho de prestar contas. É ela quem paga meu salário, hoje discriminado, ganhando menos por ser aposentado.
Brasileiros – Entre os presos políticos, o senhor é também conhecido como Carlinhos Metralha. Por quê?
Augusto – A mentira é sempre a arma dos comunistas, terroristas, ladrões do povo. Tomei conhecimento desse apelido quando entrei com uma ação contra o maior grupo de mídia do Brasil, que divulgou na televisão uma reportagem falando nesse apelido. A ação que impetrei foi difícil, desgastante, mas ganhei uma vergonhosa indenização na Justiça. Afinal, enfrentei bancas de advogados com fortes ligações com o judiciário. Esses comunistas piratas, terroristas que me respeitavam muito, inventaram isso. Eu tinha minha metralhadora de nove milímetros sempre nas mãos. Foi comprada por mim, mas o Estado me expropriou.
Brasileiros – Expropriou? Como?
Augusto – Quando eu saí do DOPS e fui para o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), o delegado que estava no DOPS patrimoniou a metralhadora, não sabendo que era minha. Eu não pude pegar. Ficou para o Estado, sem minha autorização. Era uma Smith de nove milímetros, comprada no Exterior.
Brasileiros – Entre 1970 e 1977, o senhor trabalhou diretamente com o delegado Fleury, no DOPS, em São Paulo. É considerado o braço direito do delegado. O senhor fazia exatamente o quê?
Augusto – Nunca fui braço direito do herói doutor Sérgio
Paranhos Fleury. Este sim, foi delegado de polícia comprometido com a sociedade, cumpriu sua missão. Eu procurava fazer o melhor para salvar e defender vidas. Infiltrei-me em quase todas as organizações criminosas. Só faltaram os partidos políticos.

Brasileiros – Como o senhor define o delegado Fleury?
Augusto – Homem de verdade, macho, cumpridor de ordens, hierarquia sempre. Herói nacional.
Brasileiros – Em maio do ano passado, o senhor foi alvo de um protesto da Frente de Esculacho Popular, em Itatiba, no interior de São Paulo, para onde havia sido transferido três meses antes, depois de promovido a delegado de segunda classe. Como foi?
Augusto – Essa manifestação de otários, sócios do clube dos imbecis, me deixou feliz e contente. Lutei e vou lutar sempre pela democracia, pela liberdade de imprensa, de ir e vir, de gritar bem alto: “Cuidado com os Comunistas”, “Eles comem criancinhas”. Eles são covardes, falsos revanchistas, terroristas, ladrões do povo, acostumados ao cárcere, sempre escudados pela frase “Sou preso político”. Assim ganham indenizações.
Brasileiros – Qual foi a reação das pessoas da cidade?
Augusto – Na delegacia, na padaria, no lugar onde eu almoçava, todos foram solidários comigo. Esse esquema do esculacho é do Partido Comunista. Já atuaram assim na Argentina, no Uruguai. É um esquema para desmoralizar as autoridades policiais, para o partido crescer. Quem me conhece, me ama. E acaba me chamando de Carteirinha.
Brasileiros – Tanto os manifestantes que foram a Itatiba quanto presos políticos afirmam que o senhor foi torturador. O senhor torturou?
Augusto – Não, nunca torturei. Mas todo criminoso dá a interpretação dele. Para essa cambada de vagabundos, vadios, ladrões do povo, terroristas, estou torturando até hoje. Se não me respeitassem, não falavam inverdades de mim. Lutei pra isso. Deixa falarem. Depois eu cobro na Justiça, em que confio. Demora, mas ganho sempre.
Brasileiros – E a tortura no DOPS?
Augusto – Não tinha. Não tinha tortura de jeito nenhum.
Brasileiros – Como assim?
Augusto – Posso lhe garantir o seguinte, eu ficava muito tempo fora. Quando estava dentro, nunca vi tortura. Também não consta. Diariamente, a orientação de todos os advogados é para o cliente dizer que foi torturado. Naquela época, os advogados dos terroristas também orientavam nesse sentido. Mas quem está sento torturado agora sou eu. Com 70 anos de idade, sob pressão de bandido.
Brasileiros – O senhor faz aniversário em 1º de abril, o mesmo dia do golpe.
Augusto – Não houve golpe. Vou explicar. O que houve foi contragolpe. Na época, eu não era policial, mas acompanhava pelos jornais. Jânio Quadros foi a Cuba com o vice dele, João Goulart. Voltaram com dinheiro para pagar despesas da campanha política. Os dois. Jango comprometeu-se com Fidel Castro que iria facilitar a implantação do comunismo no Brasil. Essa informação que estou lhe passando agora, o Exército ficou sabendo naquela época. E o povo brasileiro exigiu que o Exército tomasse providência. Jânio Quadros ficou nove meses no poder, sob pressão dos militares, o que ele chamou de forças ocultas. Com a renúncia dele, o vice jamais poderia assumir. Por quê? Porque eles chegaram até a condecorar Che Guevara, o braço direito de Fidel Castro, quando ele veio ao Brasil.
Brasileiros – Quando o senhor estava no DOPS, como era o seu contato com o coronel Brilhante Ustra, do DOI-Codi?
Augusto – Nunca trabalhei numa unidade do Exército. Não tinha contato com o coronel Ustra. Eu o conheci há oito anos, num jantar. Para mim, o coronel Ustra é um herói nacional. Contra a pátria não há direitos. A única falha das Forças Armadas foi não ter aplicado os artigos do Código Penal Militar que preveem julgamento e condenação à morte em caso de guerra. E nós vivemos uma guerra. Uma guerra traiçoeira, porque não existia fardamento de uma das partes.
Brasileiros – E como era o contato com o II Exército?
Augusto – Não era assim. O que existia na época era a comunidade de informações, os órgãos de inteligência. Nas reuniões, participavam as autoridades, os governadores. Aliás, eu fiz a escolta de Laudo Natel (quando ele foi governador eleito de forma indireta, de 1971 a 1975). Fiz também a escolta do promotor Hélio Bicudo. Ele não queria, mas nós saíamos todos correndo atrás dele, para dar proteção.
Brasileiros – Na época em que ele denunciava o Esquadrão da Morte?
Augusto – É. Fiquei na porta da casa dele, passando frio. Ele não teve a dignidade de oferecer um café para os policiais. Quem ofereceu café e o banheiro da empregada para os policiais do DOPS foi um vizinho dele.
Brasileiros – É curioso que justamente o senhor tenha feito a proteção de Hélio Bicudo. Ele acusava Fleury de comandar o Esquadrão da Morte.
Augusto – O doutor Hélio Bicudo estava apurando fatos que não existiam. De qualquer forma, a missão da polícia é proteger a sociedade. Ele está vivo até hoje. Doutor Fleury nunca falou mal do doutor Hélio Bicudo. Nada. Ele estava na função dele, de promotor do Estado. E o doutor Fleury estava na função dele, de delegado de polícia.
Brasileiros – A morte de Fleury foi um acidente? Ou queima de arquivo?
Augusto – Foi realmente um acidente. Nós apuramos tudo. Investigamos cem vezes. Se alguém tivesse praticado esse crime, garanto que também não estaria vivo.
Brasileiros – O senhor se considera um arquivo vivo da ditadura?
Augusto – Não. Se fosse, esses canalhas vermelhos, covardes, já teriam me matado. Eles não querem saber das verdades, aquelas tomadas por juízes, delegados de polícia, promotores de justiça, padres alcaguetes, etc. Essa verdade não interessa a eles, gostam como sempre de ouvir A Internacional. É o hino preferido dos comunistas. E eles são perigosíssimos.

Brasileiros – Mas o senhor acredita que corre perigo?
Augusto – Demais. O único delegado da Polícia Civil que enfrenta esses canalhas, esses bandidos, sou eu. E vou continuar enfrentando. E vou dizer. Vou morrer trocando tiro.
Brasileiros – Está escrevendo um livro de memórias?
Augusto – Só rascunhos, de alguns serviços feitos, no tráfico de drogas, ladrões de autos, sequestros desvendados, mas estou pesquisando no Arquivo Público do Estado de São Paulo (lá está o acervo do DOPS, com 13 mil pastas de dossiês, 150 mil prontuários e cerca de dois milhões de fichas).
Brasileiros – Apenas a Comissão Nacional da Verdade tem poder para convocar depoentes. O senhor aceita prestar depoimento em outra comissão aberta para apurar os crimes da ditadura, como a do Estado de São Paulo?
Augusto – Sendo convocado, não tem outra saída. Sou funcionário público. Mas, como é para falar a verdade à sociedade, tem que ser de público, à noite, com a mídia presente, ao vivo. Tenho de convidar meus amigos, parentes, superiores, Forças Armadas, parentes das vítimas, e ser sabatinado, mas por quatro anos. Só assim a verdade virá à tona.
Brasileiros – Por que à noite? E por quatro anos?
Augusto – Durante o dia, esses bandidos, como foram indenizados, não trabalham mais. Eles já estão ricos. Então, vão em todos os eventos possíveis para falar mal das autoridades policiais. À noite, eu poderia levar os meus amigos e a sociedade. Porque a sociedade é ordeira e gosta de trabalhar. E eles são vagabundos. E não adianta me convidarem para ir à comissão da verdade por quatro horas. Eles querem quatro horas só para humilhar. A história que eu tenho para contar, eu poderia ficar quatro anos falando. Eu quero falar sobre o Partido Comunista, sobre os assassinatos, os justiçamentos que eles fizeram.
Brasileiros – O senhor atuou infiltrado em Recife, em um grupo da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária, de resistência armada à ditadura). É verdade que naquela época participou de uma reunião com o bispo Dom Hélder Câmara (arcebispo, defensor dos direitos humanos)? Como foi?

Augusto – Fiquei infiltrado muito tempo nessa covarde organização terrorista criminosa. Tive várias reuniões com o cardeal, na casa paroquial, em Olinda. Respeito muito Dom Hélder, mas me nego a dizer o que ele instigava.

Brasileiros – No começo de 1973, o senhor estava em Recife, atuando com o codinome César, em parceria com Cabo Anselmo (líder da Revolta dos Marinheiros em 1964, mais tarde espião e delator, a serviço do delegado Fleury). Foi quando seis militantes da VPR foram mortos, em um sítio em Abreu e Lima (PE). O episódio é conhecido como Massacre da Chácara São Bento. O que aconteceu?

Augusto – Procurei cumprir minha missão, que é salvar vidas. A carta veio de Cuba. Por essa ordem vinda de Cuba, um tribunal revolucionário vermelho, composto pelas vítimas, terroristas, havia condenado à morte o herói José Anselmo do Santos, ou Cabo Anselmo, ou Jonathan, ou Daniel. Falei que o apartamento não era lugar para executar ninguém. Disse que eu levava o Cabo Anselmo para a área de guerrilha, porque não era um sítio, era área de guerrilha. Ele estava armado. Entregou a arma. Eu o amarrei.
Brasileiros – E depois?
Augusto – Após o julgamento, saí com o Cabo Anselmo para a execução. Depois, deveria enterrá-lo em local próximo e não sabido, em vala feita pelos marginais do tribunal. Mas, devidamente avisadas, as forças repressoras cercaram a área, para prender os idiotas. Ocorre que um cachorro atacou um policial, que deu um tiro, em vez de uma paulada. Com o barulho, sabendo que não tinham chances, os terroristas reagiram, para não ir para a tortura. Era o que mandava a cartilha do facínora Marighella (Carlos Marighella, líder da ALN, a Ação Libertadora Nacional, que escreveu o Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano). Eles fizeram o que aprenderam nos cursos de guerrilha de Cuba. Morrer pela causa e pela revolução. Eles reagiram. Morreram. Eu e o Cabo Anselmo estávamos bem longe do local. Não posso dizer nada sobre os detalhes. Não sei.
Brasileiros – Desde então, o senhor foi uma espécie de protetor do Cabo Anselmo. É assim?
Augusto – Sempre fui pago para proteger a sociedade. Cumpri o meu dever. O Cabo Anselmo deveria ter a proteção do Estado, compromisso assumido na época. Mas os dirigentes do Estado mudaram, deixaram o Cabo Anselmo na mão. Hoje, vive como morador de rua, em algum assentamento do MST ou numa invasão de prédios na capital de São Paulo.
Brasileiros – O vínculo entre os senhores se rompeu em outubro de 2011, depois de ele dar uma entrevista na TV Cultura?
Augusto – Não se rompe afetividade. Gosto dele até hoje. Como homem de verdade, ele evitou muitas mortes, procurou ajudar as autoridades no dever cívico, de brasileiro. Nunca traiu a pátria como esses muitos que estão no poder.
Brasileiros – O próprio Cabo Anselmo assume que delações dele provocaram mais de cem mortes nos grupos de esquerda.
Augusto – Não é assim. Eu vou explicar. Quando ele foi entrevistado pelo Pena Branca (Octávio Ribeiro, o Pena Branca, primeiro jornalista a entrevistar Cabo Anselmo, em 1984, para a revista IstoÉ), a resposta sobre as baixas ficou “não sei, podem ser cem, podem ser 200”. Na verdade, ele não entregou ninguém. Ele estava sob vigilância havia alguns meses. Sabe o Carlos Eugênio da Paz (um dos comandantes da ALN )? Sabe por que ele está vivo? Porque interessava aos órgãos de segurança.
Brasileiros – Mas ele não era informante da repressão.
Augusto – Não. Mas bastava segui-lo para chegar aos contatos dele. Ele não cumpria nenhuma norma de segurança da cartilha do Marighella. Sabe a Tereza Ângelo (guerrilheira da VPR)? Eu a recebi na antiga rodoviária de São Paulo. Ela não sabia, é claro. De lá, ela tomou um ônibus para um ponto (encontro clandestino) em Santo Amaro. Depois retornou para o centro. Entrou na Biblioteca Mário de Andrade. Para entrar lá, tem de deixar a bolsa no guarda-volumes. Eu me identifiquei para o funcionário, peguei a bolsa, fotografei tudo. Ela estava com espelhos de identidades e passaportes falsos. Pelo rádio, me comuniquei com o doutor Fleury. Já tinha passado o número do ticket da mala que ela deixou na rodoviária, que também foi aberta e examinada. Quando saiu da biblioteca, essa moça foi à Polícia Federal, que ficava na rua Xavier de Toledo. Sei com quem ela conversou. De lá, ela voltou para a rodoviária. Quando embarcou, o doutor Fleury passou os dados dela e do ônibus para os policiais do destino. Era só campana, campana, campana. E tinha campana móvel e fixa.
Brasileiros – E a aproximação com o Cabo Anselmo? Como foi?
Augusto – Como sempre, alguém o caguetou. A informação inicial veio do meio deles. Depois das investigações, as campanas se desenrolaram. Passamos a acompanhá-lo. Como estava só, levou o bote.
Brasileiros – O senhor também atuou infiltrado no movimento sindical do ABC. O que apurou?
Augusto – Não é só isso. Atuei no Estado, chefiava a Delegacia de Sindicatos e Associações de Classe do DOPS. Fiz curso de sindicalista, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, quando o presidente era o Joaquinzão (Joaquim Andrade dos Santos, símbolo do peleguismo durante a ditadura). Não aceitei o certificado expedido, optei pela Polícia Civil de São Paulo, com quem casei e fui traído. Se eu tivesse optado pelo sindicalismo, com a experiência de investigador de polícia, tenho certeza de que seria hoje um ministro mais qualificado do que os que estão nos governando. Pelo menos na honestidade.
Brasileiros – Em um processo na Justiça Federal, o senhor é acusado de participar do desaparecimento de Edgar de Aquino Duarte, corretor da Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo o Ministério Público, o senhor participou da prisão dele, em junho de 1973. Como foi?
Augusto – Não tem nenhuma prova de que eu tenha prendido esse cidadão. Não tem porque não existe nem o fato, muito menos a prisão.
O que vem acontecendo há mais de 15 anos são boatos, mentiras dos covardes, terroristas que inventam coisas sobre minha pessoa. São tão otários que estão me promovendo, promovendo meu nome, minha coragem, minha habilidade profissional.
Brasileiros – A antiga sede do DOPS hoje abriga o Museu da Resistência. O senhor já foi lá?
Augusto – Fui na inauguração e assinei o livro de presença. Aquele prédio é um prédio histórico. Achei muito bem aproveitado. Uma coisa até bacana. Só que deviam mostrar a verdade. Antes, ali era uma família, todos se respeitavam, eram muito solidários.
Brasileiros – O que acontece quando o senhor coloca a cabeça no travesseiro? O senhor dorme tranquilo?
Augusto – Além de dormir tranquilo, acordo sempre feliz por ter cumprido minha missão à altura do que o povo merece. Fiz o meu dever.

Crédito das fotos: Rodrigo Capote.